Esportes

Balanço e eleição

Wagner Teodoro
| Tempo de leitura: 4 min

Malavolta Jr.
Rafael Padilha (vice-pres. noroestino), Carlos E. Padilha (conselheiro), Toninho Rodrigues (pres. Conselho Deliberativo), Emilio Brumati (pres. Noroeste) e empresários Rodrigo Mandaliti e Reinaldo Mandaliti (conselheiros)

Em reunião realizada ontem à noite, o Conselho Deliberativo do Noroeste discutiu temas administrativos e financeiros do clube, com a apresentação de balancetes financeiros de dezembro de 2014 a setembro de 2015, detalhados mês a mês, exposição de ações judiciais pagas pela agremiação nos primeiros nove meses deste ano e de gastos com reformas e manutenção dentro do Complexo Damião Garcia. Além disso, abordou-se as eleições para a diretoria executiva para mandato no próximo biênio, que devem ocorrer ainda neste mês. 

De acordo com os números apresentados na reunião, que contou com presença da metade dos conselheiros titulares do clube, no momento, o Noroeste paga mensalmente 30 ações trabalhistas, nas quais foram feitos acordos judiciais e extrajudiciais, que somam um total de quase R$ 350 mil. Do montante, já foram quitados praticamente R$ 200 mil. O clube ainda é alvo de mais 20 ações trabalhistas, que estão em execução coletiva, tendo como garantia a penhora do ginásio Panela de Pressão.

Computado o valor depositado pela Prefeitura de Bauru, referente ao aluguel do ginásio neste ano, o total geral apresentado pela diretoria noroestina de ações pagas em 2015 é de mais de R$ 320 mil. “São mais de R$ 300 mil de ações pagas desde que entramos. Até março será um total de R$ 495 mil. As ações que pagamos fora da Penhora da Panela somam R$ 199 mil”, detalha o presidente alvirrubro, Emílio Brumati.

O assunto ações trabalhistas foi um dos principais da reunião. Existe consenso de que a situação exige breve solução para a sobrevivência do clube. Durante o encontro, surgiu a sugestão de promover uma reunião de diretores e conselheiros do Noroeste com advogados que representam os ex-funcionários, que têm ações trabalhistas contra o clube na Justiça. A ideia é buscar um acordo, já que na atual situação o clube se vê estrangulado pela penhora de rendas e fuga de receitas e está submerso em dívidas.

O Complexo

 

Outro assunto polêmico que foi abordado é a transferência em forma de comodato do Complexo Damião Garcia para a Prefeitura, com uso preferencial do Noroeste, como forma de desonerar o clube das despesas de manutenção e administração do espaço. A questão causa divergência entre conselheiros. Enquanto alguns entendem que é a solução para o clube poupar receitas e investir no futebol, outros mostram resistência à ideia. Não houve aprofundamento do tema, que deve voltar a ser discutido posteriormente. A transferência envolve também o impasse sobre o ginásio Panela de Pressão, cujo atual contrato de locação entre o clube e a Prefeitura Municipal vence dia 11 de março.

Brumati avalia que a reunião foi positiva como forma de apresentar aos conselheiros o trabalho de saneamento do clube efetuado pela atual diretoria. “As pautas que foram discutidas estão dentro dos conformes e todos estão levando alguns números e informações para casa, com os balancetes e as despesas. Dentro disso, dá para tirar um número certo de tudo o que fizemos neste tempo”, declara. 

Eleição

 

O presidente do Conselho Deliberativo, Toninho Rodrigues, deve convocar ainda para este mês eleições para a diretoria executiva do Noroeste. O mandato é para os próximos dois anos. A data ainda não foi definida e existem questões estatutárias que precisam ser respeitadas. Mas o pleito deve ocorrer entre os dia 15 e 23. Embora não tenha confirmado oficialmente, a atual diretoria deve concorrer à reeleição.

Diretoria do Concilig apoia Noroeste

Presentes, ontem, à reunião do Conselho noroestino, os empresários Reinaldo Mandaliti e Rodrigo Mandaliti, da Concilig, ambos conselheiros do Noroeste, seguem como importantes apoiadores na reta final da Série B do Campeonato Paulista, dando suporte. “Queremos ajudar o esporte bauruense. Ajudamos o Noroeste desde a época do Aniz Buzalaf, comprando camarotes, trazendo jogador do São Paulo, contribuindo para pagar parcela da Panela...”, lembra Reinaldo Mandaliti. “O clube, assim como o vôlei e o basquete, leva o nome da cidade“, destaca.

O empresário, no entanto, negou qualquer plano de ocupar um cargo na diretoria executiva do clube. “Não existe objetivo de ser diretor, é tentar unificar as pessoas para ajudar o Noroeste”, afirma.

Questionado a respeito de uma possível unificação das três modalidades, vontade já expressada pelo empresário em outras ocasiões, Reinaldo Mandaliti não descartou a possibilidade. O entrave seriam as pendências jurídicas do Noroeste.

“Sempre existe. O problema é que o vôlei é uma associação nova, sem dívidas e a gente não quer ter um problema da associação do vôlei com este confronto de ações trabalhistas. Se tivermos uma possibilidade jurídica de se realizar isso, o vôlei amanhã é do Noroeste”, garante.

“Se o Rodrigo Paschoalotto (presidente da Paschoalotto Serviços Financeiros, patrocinadora master do Bauru Basket) quiser se unificar com a gente e jogar todo mundo com a camisa do Noroeste, está fechado. Por mim, tudo seria Noroeste. O vôlei já vai jogar novamente com a camisa do Noroeste no sábado. Mas não acredito que seja possível, juridicamente são associações distintas”, conclui o empresário bauruense.

Tuxa suspenso

O meia-atacante Tuxa está suspenso pela diretoria noroestina por 30 dias por ter cometido ato de indisciplina. O jogador, que está em tratamento por lesão no tornozelo, não teria respeitado normas e horários do clube. O atleta tem contrato até 2018 com o Noroeste.

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