Geral

Alunos de sete escolas protestam contra reestruturação

Marcus Liborio
| Tempo de leitura: 2 min

Douglas Reis
Alunos tomaram a quadra 9 da rua Campos Salles, na Vila Falcão, para protestar contra a medida

Com faixas, cartazes e cantos de protesto, cerca de 300 alunos de sete escolas estaduais de Bauru manifestaram, ontem de manhã, contra o processo de reorganização do Governo do Estado, que prevê a unificação dos ciclos de ensino, alterando o cenário de unidades da cidade e região. 

Os estudantes se reuniram em frente à escola Stela Machado, na Vila Pacífico, e seguiram em passeata até a sede da Diretoria Regional de Ensino, onde tomaram a quadra 9 da rua Campos Salles, Vila Falcão. 

O quarteirão foi interditado e a PM acompanhou os manifestos, que seguiram de forma pacífica. No final da manhã, o grupo invadiu o prédio para falar com a diretora Regional de Ensino, Gina Sanchez. Ela garantiu que nenhuma escola será fechada em Bauru.

Conforme o JC noticiou na semana passada, ao menos 100 alunos protestaram pelo mesmo motivo em frente à Escola Estadual Ayrton Busch, no Parque Jaraguá. Outros atos de insatisfação com a reestruturação de ensino foram registrados em instituições da região como Agudos, Ibitinga e Lençóis Paulista. 

Sete escolas

De acordo com Amanda Morais, aluna do 2.º ano do ensino médio da Escola Stela Machado, o ato mobilizou ainda estudantes das escolas Irmã Arminda Sbríssia, Luis Castanho de Almeida, Ayrton Busch, Guia Lopes, Alto Jaraguá e Christino Cabral. “Se o ensino estivesse bom, não teria tido greve de 91 dias no início do ano. Vai piorar ainda mais”, critica. 

O corte das aulas no período noturno é uma das preocupações dos alunos. “Muitos precisam estudar à noite para trabalhar durante o dia”, pontua Kezia Gomes de Souza, estudante do 9.º ano da Escola Ayrton Busch. “Pais com dois filhos terão que se deslocar de uma escola para outra porque eles não poderão estudar na mesma escola”, acrescenta a aluna do 3.º ano do ensino médio na Stela Machado Yara Maria Silva Ramos.

Professores

O ato nesta terça contou com a participação também de alguns professores. “A superlotação é um problema grave. Quanto mais alunos na sala, menor o nível de aprendizagem”, critica Natacha Andreia Nogueira, professora na Escola Luis Castanho.

“O governo anunciou a medida de repente e essa reestruturação vai prejudicar o ensino”, observa Camila Verdichio, professora do Christino Cabral. “Estamos aqui para unir forças e mostrar que somos contra à reestruturação”, acrescenta Ana Silvia Ribeiro Gomes, professora de química na Luiz Machado.

'Não agregaram'

A diretora Regional de Ensino, Gina Sanchez, ressaltou que a invasão dos estudantes “não agregou nada em termos de propostas”. “Não apresentaram ideias relevantes para discussão”, disse.

Ela reforçou que a reestruturação do ensino está em fase de estudos e garantiu que nem 30% das escolas na cidade sofrerão com a reorganização. “Nenhuma escola vai fechar. Faremos a reorganização de seguimentos referentes aos ensinos fundamental e médio”, conclui. 


 

Comentários

Comentários