Quando eu lecionava na ITE, sempre escutava os colegas professores classificarem as respostas inexatas como conversa mole ou enchimento de linguiça. Levando este costume classificatório para a vida prática, passei a notar que parte da nossa população apresenta o mau costume de encher linguiça nas respostas. Ora, não se necessita um conhecimento profundo da Bíblia para perceber a rogação de São Paulo, para aquele que tem fé num culto racional, estender os pensamentos ao Criador, para ser ajudado nas conclusões (Romanos, 12, 01). Pode acontecer que alguém considere bom o auxílio de um filósofo matemático de formação jesuítica, como o francês Rene Descartes que, por volta de 1600, estabeleceu um método de analise dos problemas com 4 princípios.
1) Nunca conceber algo como verdadeiro se ele não se evidenciar como tal. 2) Dividir as dificuldades do objeto em estudo em quantas parcelas forem necessárias para um melhor julgamento. 3) Conduzir o pensamento de forma ordenada, começando pelo que é fácil ate atingir o que é difícil. 4) Fazer revisões para evitar que nada tenha sido omitido. Uma certa maneira de evitar desagrado com a expressão encher linguiça é se utilizar do termo falácia, que vem do Latim Fallere, verbo que significa enganar. A falácia, que é um raciocínio enganoso e sem lógica, procura convencer por meio de bases emotivas, históricas, humorísticas, etc. Curiosamente, dirão alguns, as falácias humorísticas são usadas até mesmo em campanhas políticas. O que não merece crítica, pois a meu ver os únicos xaropes que se vendem são aqueles procurados.