| João Rosan |
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| Filme despontou na tela e logo trouxe toda a magia do cinema para as crianças no Cinépolis |
“Ouvia meus amigos dizendo que estavam indo ao cinema e ficava imaginando como era. Eu falava que iria um dia e esse dia chegou”. O comentário emocionante é de João Vitor Ferreira, 12 anos, que nessa sexta-feira (9) entrou pela primeira vez em uma sala de cinema. Ele foi um dos comtemplados pelo projeto “Vamos todos a Cinépolis”, que reuniu cerca de 200 crianças e jovens (entre 5 e 17 anos) no empreendimento que fica no Boulevard Shopping Bauru.
Cerca de 80% dos espectadores que lotaram a sala 2 para assistir o filme Minions na manhã desta sexta nunca tinham experimentado a magia da sétima arte.
Com olhares atentos direcionados para o telão, a sensação enquanto aguardavam nas poltronas era de fascínio e muita ansiedade. “Meu coração está batendo mais rápido. Acho que não consigo esperar o filme começar para comer a pipoca”, brinca João.
A ação foi promovida pela rede Cinépolis e aconteceu simultaneamente nas 43 unidades do grupo. Em Bauru, contemplou crianças do Projeto Caná (que atende crianças carentes do bairro Ferradura Mirim), do Projeto Social da Igreja Cristã Renovada (com atividades sociais voltadas aos moradores da favela do Jardim Vitória) e pacientes da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae).
“É muito gratificante proporcionar a realização de um sonho para essas crianças, que não têm condições de vir ao cinema. É a primeira edição do projeto na cidade, mas temos a expectativa de fazer mais vezes”, projeta a gerente do Cinépolis de Bauru, Ana Paula Manchini, enquanto separava os saquinhos de pipoca e copos com refrigerante, servidos gratuitamente para a criançada.
Minions
O filme escolhido (Minions) não poderia ser melhor. Afinal, os famosos bichinhos amarelos que falam uma língua estranha conquistaram os corações das crianças. “Eu adoro”, confirma Maria Eduarda Correa dos Santos, 7 anos, moradora da favela do Jardim Vitória.
Morador do mesmo bairro, Henrique dos Santos da Silva Ferreira, também com 7 anos, ficou fascinado com o ambiente. “Um monte de cadeirona, tela grande. Tudo bonito e legal. Tem muita coisa emocionante aqui”, descreveu, e revelou que foi sua “estreia” em um shopping. “Pensei que fosse me perder. Muito grande”, disse, sem, contudo, “desgrudar” olhos da tela.
Feliz com os amigos
O objetivo do projeto é compartilhar a experiência com crianças que, normalmente, não teriam a oportunidade de experimentar a magia da sétima arte com frequência.
“Minha mãe não pode me trazer. Ela fala que o nosso dinheiro é para pagar as contas”, relata Kemilly da Silva Santos, 9 anos.
Quando o filme despontou no telão, o sorriso de Kemilly resumia o sucesso da ação. “Estou com meus amigos, feliz e me divertindo muito”. “É algo que jamais esquecerei”. E foi uma manhã bem assim: com final feliz.
| João Rosan |
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| Pastor Leandro: “Não tem dinheiro no mundo que pague essa sensação” |
‘Alegria de pai’
“Sou casado há cinco anos, mas ainda não tenho filhos. Para mim é uma alegria de pai poder proporcionar algo para essa criançada, em uma data (Dia das Crianças) que, geralmente, passa em branco. Não tem dinheiro no mundo que pague essa sensação”, descreveu Leandro Machado, pastor e membro do Projeto Social da Igreja Cristã Renovada. “Trazê-los no cinema era um sonho que tenho há sete anos, desde que entrei no projeto. Hoje é a realização desse sonho pessoal. Todos vieram como quem vai a um megaevento: muito ansiosos”, define a coordenadora pedagógica do Projeto Caná, Fulvia Negri Goulart.
“Esse tipo de passeio é de muita importância, pois a família não pode trazê-los por motivos financeiros e também pela acessibilidade”, aponta uma das psicólogas da Apae, Lucila Lobato. Com deficiência intelectual, Renato Melin, 41 anos, apontava, feliz, para o telão. “O filme começou”, disse, alertando que não daria mais entrevista porque queria assistir o Minions.

