Bairros

Praças: faça a sua parte!

Dulce Kernbeis
| Tempo de leitura: 3 min

Alex Mita
Praça no Jardim Redentor, na esquina da Rua Rafael Pereira Martini, é depósito de todo o tipo de lixo

Em abril deste ano, este mesmo JC nos Bairros trouxe um caderno sob o tema “Como nasce uma praça” . Agora, exatamente seis meses depois, o jornal abre a discussão sobre como se cuida delas.

Há duas semanas mostramos que as praças públicas estão se transformando em verdadeiras praças de alimentação ao ar livre. Duas delas, as maiores, a Praça da Paz e Praça da Hípica, foram as focalizadas. Mas todos os bauruenses sabem que onde houver uma academia ao ar livre, ou uma pracinha, ao lado, haverá  um trailer instalado, vendendo cachorro-quente e os populares “sandubas”. Isso sem falar na água de coco, caldo de cana, nos espetinhos, os “churrasquinhos de gato”.

Problema sério
Mas as opções de lanches rápidos, em alguns casos até refeições completas,  que parecem ser uma maravilha da vida moderna, trazem um problema:  a sujeira. E esse problema é democrático. Está em todos os cantos, de norte a sul, de leste a oeste, seja em zonas nobres ou na periferia da cidade.

E não se trata de falar mal da iniciativa dos órgãos públicos, da prefeitura e suas autarquias. Nada disso. A capinação é feita, a varrição dos logradouros públicos também. E há, sistematicamente, o recolhimento do lixo. Alguém pode dizer que é pouco e insuficiente. Mas o cuidado existe, sim.  Só que  o mau exemplo e o descaso com o que é de todos acaba sendo maior. E é causado exatamente pelos moradores desta cidade. E mais: se alguns são os populares “sujismundos”, todos, indistintamente, sofrem com isso.

Não é preciso ir muito longe para todos os bauruenses constatarem que há uma falta de cidadania. As pessoas devem (ou deveriam) cultivar bons hábitos em suas ações. É dever de todos manter limpos os lugares por onde se anda. Mas, infelizmente, nem todos pensam assim. E uma simples observação mostra locais com aspectos deprimentes.

Em apenas três horas, percorrendo cinco praças, na última terça-feira, o descuido ficou evidente. É lixo de toda natureza, principalmente embalagens de plástico e papeis que serviram de embrulho a alguma coisa e, por incrível que pareça,  fezes de animais e até  fraldas infantis usadas, espalhadas nos locais públicos.

Uma vez feita a comilança nas praças, várias pessoas,  indiferentes ao sadio cuidado com a higiene, simplesmente se livram das embalagens e as atiram onde quer que estejam, não se importando com os outros que farão este mesmo caminho.

Isso sem contar que há locais que se transformaram em verdadeiros lixões.

O município tem hoje 96  áreas verdes adotadas, entre praças e canteiros centrais, segundo levantamento da prefeitura até o mês de setembro. E são 76 adotantes. Ou seja algumas empresas ou pessoas cuidam de mais de uma área.

Mesmo assim, mesmo onde a iniciativa privada se une à obrigação dos gestores públicos, a ação de vândalos é uma constante. O JC constatou que até mesmo nesses locais mantidos com a iniciativa privada, há sujeira e risco para os frequentadores.

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