| João Rosan |
![]() |
| Terreno pertencente à prefeitura abriga carcaças de veículos que serão leiloados e mato alto |
Por trás do muro de um terreno situado na quadra 2 da rua Olavo Moura, no Jardim Carolina, em Bauru, há um “cemitério” de veículos da prefeitura cercado por mato alto. Os vizinhos reclamam de invasão de gambás na casas e risco de proliferação do mosquito transmissor da dengue. O município alega que o local é vistoriado periodicamente e a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma) garante que fará a limpeza.
Proprietário de uma oficina de funilaria e pintura que fica próxima ao terreno público e também morador da via, Edvaldo José de Oliveira, 37 anos, relata que já teve a empresa, além da própria casa, invadidas por gambás. Ele acrescenta que houve uma tentativa de furto à funilaria cometida por usuários de drogas, que utilizam aquele e outro terreno para consumir os entorpecentes. O portão do local está danificado até hoje.
Em frente ao “cemitério” de veículos, há outro terreno de propriedade particular que aparenta estar abandonado. Oliveira afirma que os usuários de drogas também ficam por lá, porque o mato está alto e se torna um esconderijo “ideal”. Inclusive, não bastando esse problema, a área está coberta por lixo. O morador argumenta que o espaço raramente é limpo e permanece em situação de descaso há, pelo menos, cinco anos.
Já o aposentado Sebastião Ferreira, 66 anos, teme contrair dengue, uma vez que o terreno abriga mato alto e carcaças de veículos, um ambiente ideal para a proliferação do mosquito transmissor da doença. Ele revela que se mudou há cinco anos à região e o problema já existia. “Como a prefeitura pode exigir que a gente mantenha tudo limpo, sendo que ela não dá o exemplo?”, questiona.
Limpeza
Em nota, a assessoria de imprensa da prefeitura alega que a limpeza do terreno será feita entre os dias 20 e 27 deste mês, dentro da programação estabelecida pela Divisão de Praças e Áreas Verdes (Dipave). Já as sucatas dos veículos estão aguardando para serem leiloadas. O município esclarece que elas são vistoriadas periodicamente para evitar o acúmulo de água e a proliferação do mosquito da dengue.
Já em relação ao terreno aparentemente abandonado que fica próximo à área da prefeitura, a Divisão de Vigilância Ambiental informa que deverá vistoriar o imóvel para a identificação do responsável. Após a constatação das irregularidades, o proprietário será notificado para realizar a limpeza do local. Se não o fizer, ele ficará sujeito às penalidades, que incluem multas entre R$ 121,11 e R$ 4.602,00, dependendo da gravidade da situação.
