Polícia

Desacordo comercial acaba em tiros em Bauru

Bruno Freitas, Francisco Brunelli e Cinthia Milanez
| Tempo de leitura: 3 min

Quioshi Goto
Vítima foi socorrida inicialmente por amigos e levada até à UPA do Bela Vista
Arquivo/Alex Mita
Kleber Granja: “É evidente a intolerância do autor, que efetuou 

os disparos após o descumprimento de um contrato comercial”

O suposto descumprimento de um contrato de prestação de serviço culminou em uma tentativa de homicídio. Proprietário de uma oficina localizada no Jardim Petrópolis, em Bauru, Waldemar Teodoro Junior, 38 anos, levou quatro tiros após discutir com um cliente, anteontem à noite, durante uma confraternização da empresa. Ele segue internado no Hospital de Base (HB) da cidade. O autor dos disparos ainda não foi identificado ou localizado.

O autônomo decidiu fazer um churrasco para os funcionários e foi surpreendido por um cliente. O homem queria resolver uma pendência comercial e se desentendeu com a vítima. Os dois se agrediram, mas os trabalhadores os afastaram. O cliente, contudo, disse que retornaria e, uma hora depois, de fato, reapareceu, mas escondia um revólver, supostamente de calibre 38, dentro da roupa.

O homem perguntou ao proprietário da oficina se ele estava mais calmo. Junior respondeu de forma afirmativa, mas o cliente sacou a arma e atingiu a vítima com quatro disparos, sendo um no rosto, outro nas nádegas, ainda outro na lateral direita do abdômen e o último no tórax. O autor fugiu em um GM/Corsa prata. Ele tinha os olhos castanhos escuros, o cabelo cacheado, 1,80 metro de altura e trajava bermuda cinza, camiseta branca, além de boné amarelo.

Junior foi levado até a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) Bela Vista pelo primo de um dos funcionários da oficina. De lá, ele seguiu até o Pronto-Socorro Central (PSC) e, por fim, está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do HB. Contudo, segundo a assessoria de imprensa da Fundação para o Desenvolvimento Médico e Hospitalar (Famesp), que administra o hospital, a família não autorizou a divulgação do estado de saúde da vítima.

Inquérito

O titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), Kleber Granja, já instaurou inquérito policial e ouviu os funcionários que testemunharam o crime, registrado como tentativa de homicídio qualificado, porque o motivo é fútil e o autor impossibilitou a defesa da vítima. “É evidente a intolerância do autor, que efetuou os disparos após o descumprimento de um contrato de prestação de serviço por parte da vítima”, argumenta.

Granja acrescenta que a Polícia Civil segue um protocolo criterioso quando o assunto é tentativa de homicídio, justamente para prevenir que ocorra o homicídio propriamente dito, e já está à procura da identidade e localização do suspeito. Para tanto, o delegado pede ajuda à população de Bauru. Se alguém o reconhecer, basta entrar em contato pelo 197 ou (14) 3235-6500 e pedir para falar na DIG. O anonimato é garantido.

Discussão

Um funcionário da oficina, que preferiu não ser identificado e acompanhou a discussão, conta que começou a trabalhar na empresa há quatro meses. Ele revela ainda que, antes desse período, o cliente havia solicitado a solda em um eixo da carreta que está ligada ao veículo, mas o reparo não durou muito tempo e, por conta disso, o homem foi tirar satisfações com Junior.

Segundo o funcionário, ele queria que o proprietário da oficina fizesse novo conserto naquele momento, mas o autônomo se recusou, porque tinha outras demandas. Contudo, Junior garantiu que consertaria o eixo, mas o serviço não ficaria pronto na hora. Inconformado, o cliente discutiu com Junior e chegou a atingi-lo com quatro disparos. O caso segue sob investigação.

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