Tribuna do Leitor

O que falta em planejamento, sobra em...

Márcio M. Carvalho
| Tempo de leitura: 1 min

Inacreditável foi o cenário da região dos Altos da Cidade neste fim de semana, que mais parecia uma praça de guerra. Chuvas combinadas com vários buracos provocados por obras do DAE, realizadas na quinta e sexta-feira e abandonados no final de semana prolongado e ainda ampliados pelas chuvas.


Primeiro, não existiu planejamento, pois a chuva era prevista pela meteorologia, depois, a boa norma não só da engenharia como do matuto do interior: só começar o que pode ser terminado.  Ocorre que o DAE começou várias obras juntas não terminando nenhuma, não teve o cuidado de sintonizar com a prefeitura, ou com seu próprio pessoal, ou ainda com empreiteiros, tendo um compromisso de respeito mínimo à população.


Depois, quando o quadro se configurou, ninguém teve a sábia ideia de trabalhar o final de semana, já que a situação exigia, evitando o problema para os munícipes. Se fosse uma empresa privada e isto ocorresse, ela seria multada e processada pelos usuários e o DAE aparentemente faz isto com toda naturalidade, colocando o conforto de seus funcionários e diretores acima do bem da população que paga seus salários.


Se publicada amanhã, relações públicas e assessoria de imprensa do DAE vão responder defendendo o indefensável, ao invés de admitir o erro e explicar o que foi feito, para que este problema recorrente não ocorra mais e novamente não sejamos chamados de “capital do buraco” por imaturos e ingratos estudantes vindos de outras cidades. Certo que a maioria dos funcionários do DAE presta um bom serviço, recebendo baixos salários, no entanto, existem cargos bem remunerados exatamente dos que deveriam estar supervisionando e planejando para evitar que coisas como estas voltem a ocorrer.

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