| Malavolta Jr. |
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| Santa Casa de Cafelândia vinha prestando serviço deficitário por isso a prefeitura decidiu baixar o decreto de intervenção na entidade |
Desde o último dia 7 de outubro, a Santa Casa de Cafelândia (83 quilômetros de Bauru) está sob intervenção municipal. Para justificar a medida, a prefeitura alegou que a entidade vinha prestando serviços de saúde deficitários à população. A afixação de faixa pelo hospital informando sobre o risco de paralisação no atendimento por falta de recursos teria sido o estopim para o processo de intervenção.
Divergências entre a atual administração e a direção da Santa Casa também teriam contribuído para a medida, válida por um ano e prorrogável por igual período. Durante a intervenção, a secretária de Saúde, Maria de Lourdes Campanha, ficará responsável por administrar os serviços prestados pela entidade.
No decreto, o prefeito Luis Otávio Carvalho (PSDB) alega que, recentemente, a provedoria do hospital colocou uma faixa em frente ao prédio comunicando que, por falta de recursos financeiros, os atendimentos poderiam ser paralisados por prazo indeterminado e cobrando mais empenho do Poder Público.
Segundo o documento, “atos unilaterais” promovidos “de forma precipitada e não programada causam aflição, pânico e desconforto aos usuários, principalmente entre os mais humildes”. O prefeito também ressaltou que notificação sobre uma eventual paralisação deveria ser feita com 90 dias de antecedência.
O chefe do Executivo reclamou ainda de “dificuldades no entendimento e relacionamento institucional” com a direção da entidade, que não estaria respondendo ofícios da Secretaria de Saúde, e alertou sobre risco de revogação do convênio com Sistema Único de Saúde (SUS) e descredenciamento da Santa Casa.
‘Fantasma’
O prefeito afirma que a intervenção ajudou a tranquilizar funcionários e usuários. “A Santa Casa não será fechada. O cafelandense, em especial os mais humildes, não merecia conviver com esse fantasma. Além de mantê-la aberta, vamos revolucionar o atendimento”, anunciou.
Ele ressaltou ainda que a meta da administração é “trabalhar para corrigir eventuais falhas, manter tudo o que estiver caminhando bem e buscar novas receitas e atividades, objetivando o resgate da confiança desta importante prestadora de serviços de saúde”.
Em nota, a interventora garantiu que os atendimentos estão sendo mantidos e disse que a proposta é “melhoria gradual em sua qualidade”. “As dívidas estão sendo apuradas e serão repactuadas, assim como a reestruturação das despesas e busca de novos serviços e receitas”, declarou.
A reportagem tentou ouvir o provedor da Santa Casa, mas uma funcionária da entidade alegou que não tinha autorização para informar o nome e telefone dele.
