Internacional

Rússia e EUA finalizam documento para garantir segurança aérea na Síria


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As Forças Armadas dos Estados Unidos e da Rússia estão finalizando um memorando de entendimento que estabelece procedimentos de segurança básicos no espaço aéreo da Síria, disse uma autoridade norte-americana após concluída a última rodada de negociações entre os ex-inimigos da Guerra Fria nessa quarta-feira (14).

O envolvimento da Rússia na guerra civil síria provocou temores sobre um possível acidente entre caças russos e norte-americanos. O Pentágono citou casos em que uma aeronave russa ficou a poucos quilômetros de drones e caças dos EUA.

Os EUA têm dito que não vão alterar suas missões aéreas contra o Estado Islâmico na Síria ou cooperar com Moscou, levando em consideração o apoio da Rússia ao presidente sírio, Bashar al-Assad.

Em vez disso, os EUA têm limitado as interações militares com Moscou ao mínimo para garantir a segurança aérea, conduzindo uma terceira rodada de conversas nessa quarta.

O Pentágono disse num breve comunicado que a videoconferência com autoridades de defesa russas havia alcançado progressos nas discussões, cujo objetivo é proporcionar segurança em missões aéreas sobre a Síria, sem dar mais detalhes.

A autoridade norte-americana disse, sob condição de anonimato, que o memorando de entendimento pode vir a ser implementado num futuro próximo, após uma avaliação.

As propostas dos EUA, apresentadas pela primeira vez durante uma videoconferência entre militares russos e norte-americanos em 1 de outubro, incluem a manutenção de uma distância segura entre aeronaves russas e dos EUA e o uso de frequências de rádio em comum para chamadas de emergência.

Irã envia 1.500 soldados para a Síria

A Guarda Revolucionária do Irã enviou 1.500 homens nas últimas duas semanas para as regiões norte e central da Síria, de acordo com os relatos de um funcionário de governo da região e de ativistas sírios.

É a primeira vez que envolvidos no conflito confirmam a presença de soldados iranianos na guerra civil síria, que começou em 2011 e já deixou mais de 250 mil mortos. Os governos sírio e iraniano admitiam apenas a presença de assessores e especialistas militares do país persa.

As tropas iranianas começaram a chegar após a Rússia iniciar seus ataques aéreos.


 

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