Bairros

GOT será orientado em como lidar com os motoristas

Cinthia Milanez
| Tempo de leitura: 3 min

Douglas Reis
Em reunião que durou duas horas, os agentes de trânsito pediram por melhorias e segurança

Depois que um servidor do Grupo de Operações no Trânsito (GOT) foi agredido com uma barra de ferro, na última terça-feira (13), a Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) decidiu tomar uma série de atitudes para evitar que o fato se repita. Uma delas será orientar os agentes a lidar com os motoristas. Essa decisão se deu após uma reunião do órgão junto à categoria, nessa sexta-feira (16) pela manhã, na sede da Emdurb.

É o que garante o presidente do órgão, Nico Mondelli. Ele acrescenta que o último caso de agressão comoveu empresas e entidades, que ofereceram treinamentos de defesa pessoal, conforme o JC adiantou nessa sexta, além de abordagens aos motoristas, de graça. “Nós buscamos parceiros que enxergam a importância do serviço prestado pelos agentes de trânsito”, argumenta. Portanto, a Emdurb não desembolsará qualquer quantia nas capacitações, que deverão começar daqui a 15 dias.

Em relação à possibilidade de incluir policiais militares em atividade delegada para ajudar na fiscalização de estacionamento rotativo, o intuito é auxiliar os agentes nas blitz e desafogar a demanda, fato que tornaria possível deslocar os servidores para outras atividades, tais como a orientação do trânsito. “Por enquanto, nós vamos aproveitar o reforço policial, já comum na área central nos finais de ano, para ajudar na fiscalização do rotativo”, explica.

Outra reivindicação dos agentes é obter 30% de adicional de periculosidade sobre os salários, tema que está sendo discutido na Justiça. Inclusive, uma perícia está marcada para o próximo dia 9. Caso seja constatada a necessidade de incluir o benefício, a empresa acatará. Do contrário, o órgão já discute a possibilidade de implantar uma espécie de adicional de risco, mas nada sairá do papel até o final deste ano.

DE VOLTA ÀS RUAS

João Rosan
Os agentes fizeram uma paralisação nos últimos dois dias, mas voltaram às ruas nessa sexta (16) à tarde

Os agentes optaram por fazer uma paralisação nos últimos dois dias, mas não tiveram corte de ponto. Nessa sexta-feira (16) à tarde, os profissionais já voltaram às ruas. Um pouco antes, eles participaram de uma reunião que contou com a presença de membros do setor jurídico da Emdurb, do presidente do órgão, Nico Mondelli, do gerente de infrações de trânsito da empresa, Gustavo Cardoso, e de representantes do Sindicato dos Servidores Municipais (Sinserm).

O advogado da entidade que representa os trabalhadores, José Francisco Martins, considera que a categoria conseguiu um avanço, porque houve a definição da pauta mínima de medidas protetivas aos agentes de trânsito. “Eles terão treinamentos de crise e conflitos, de defesa pessoal, além de reciclagem nas formas de abordar os motoristas”, diz. A empresa também se comprometeu a fazer um trabalho que mostre a importância do serviço prestado pelos agentes.

Além disso, no próximo dia 12, o sindicato voltará a se reunir com a diretoria da Emdurb para avaliar se as medidas preventivas estão sendo, de fato, cumpridas. Caso contrário, a orientação da entidade será de iniciar uma greve, fato que transformaria o trânsito bauruense em um caos, já que a principal incumbência dos agentes é de orientá-lo, conforme reconhece o próprio gerente de infrações de trânsito da Emdurb, Gustavo Cardoso.

Inseguros

Embora aliviados diante do avanço nas negociações junto à Emdurb, os agentes de trânsito voltaram às ruas com uma sensação de insegurança. “Nós voltamos um pouco com medo, mas temos de trabalhar”, afirma o agente Flávio Ferreira. Isso porque, conforme o JC noticiou, o colega de trabalho Rogério Siqueira de Mira, 38 anos, foi agredido com uma barra de ferro por um motorista e o filho dele, na última terça, quando o servidor os atuava por estacionamento irregular em uma vaga de idoso localizada na quadra 4 da rua Presidente Kennedy, na região central de Bauru. O episódio culminou na paralisação de 40 funcionários.

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