| ACPavanato/Divulgação |
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| “Nós esperamos pancadas de chuva para sábado e domingo, principalmente, no período da tarde”, acrescenta Zildene |
Com 38,3 graus, registrados às 14h dessa sexta-feira (16), Bauru bateu o recorde de maior temperatura deste ano, conforme informações do IPMet da Unesp. A máxima supera a registrada em 20 de janeiro, quando os termômetros cravaram 38 graus na cidade. Contudo, para aqueles que detestam o “calorão”, há uma boa notícia. A expectativa é de que as temperaturas fiquem um pouco mais amenas neste final de semana.
É o que garante a meteorologista do IPMet Zildene Pedrosa de Oliveira Emídio. Alguns profissionais atribuem a elevação das temperaturas nesta época do ano à atuação do El Niño, que promove alterações em nível global. Porém, o fenômeno é mais comum entre os meses de dezembro, janeiro e fevereiro, ou seja, durante o verão.
“Todavia, nós não estamos no verão. Existe a passagem de uma massa de ar mais seco que provoca o aumento das temperaturas. É um fenômeno típico da primavera, que registra temperaturas bastante elevadas”, explica. Para o final de semana, a expectativa é de que o “calorão” fique mais ameno, porque uma frente fria passará pelo Litoral.
“Nós esperamos pancadas de chuva para sábado e domingo, principalmente, no período da tarde”, acrescenta Zildene. Para amanhã, as temperaturas deverão ficar entre 19 e 37 graus, mas, no domingo, elas estarão entre 18 e 28 graus. A partir da semana que vem, a previsão é de que as temperaturas voltem a subir.
Horário de verão
Neste sábado (17), à meia-noite, milhões de brasileiros terão de adiantar os relógios em uma hora. É o início do horário de verão em dez Estados, além do Distrito Federal. O principal objetivo é reduzir da demanda de energia elétrica no período de ponta, entre 18h e 21h.
A estratégia, que mexe com o nosso organismo (veja no quadro ao lado), é aproveitar a intensificação da luz natural ao longo do dia, durante o verão, para reduzir o gasto de energia. Entre os meses de outubro e fevereiro, os dias têm maior duração em algumas regiões, por conta da posição da Terra em relação ao Sol, e a luminosidade natural pode ser melhor aproveitada.
Segundo o Ministério de Minas e Energia (MME), o horário de verão representa uma redução da demanda de, em média, 4% a 5% e poupa o País de sofrer as consequências da sobrecarga na rede durante essa estação quente, quando o uso de eletricidade para refrigeração, condicionamento de ar e ventilação atinge o pico.
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