| Aceituno Jr. |
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| Jorge Guerra reuniu a imprensa no condomínio onde mora, na manhã desse sábado (17) |
Após conceder entrevista exclusiva ao Jornal da Cidade no dia de sua demissão do cargo de técnico do Paschoalotto/Bauru, Guerrinha reuniu a imprensa no condomínio onde mora, nesse sábado (17) pela manhã, e fez novas revelações, como a de que, apesar de pretender manter suas bases e sua residência da cidade, não vai assistir aos jogos no ginásio Panela de Pressão do time de basquete que ajudou a construir. Os sentimentos de tristeza e perplexidade diante da dispensa permanecem, mas o treinador garante que já considera a equipe “um feliz passado”.
“Não vou assistir. Acho que posso incomodar, atrapalhar e não quero isso. Não tenho necessidade de promoção. Eu até desejaria porque gosto de basquete, mas seria difícil para mim e para a equipe”, avalia.
Guerrinha não recorre à falsa modéstia e acredita que o próximo técnico do Bauru sofrerá duras cobranças, garantindo que, no lugar de outros profissionais, não encararia eventual proposta do Paschoalotto para substituí-lo. “[Para entrar no lugar] de um técnico do meu porte, com os meus resultados, vou ser sincero: não aceitaria esse desafio. E olha que eu gosto de desafio”. Como noticiado ontem pelo JC, a contratação de Demétrius Ferracciú, assistente de Rubén Magnano na seleção brasileira, é o plano A da diretoria do Paschoalotto.
FUTURO
Guerrinha não esconde o desejo de assumir o comando de uma nova equipe, mas considera difícil que isso ocorra antes do fim da temporada 2015-2016, que chega ao fim em junho do ano que vem. Enquanto isso, ele pretende se dedicar a palestras, para as quais recebe muitos convites.
O treinador avalia como remota a possibilidade de ser contratado por um clube do exterior, “pois o mercado é muito fechado”, e diz que, por enquanto, também não nutre o desejo de se tornar técnico da seleção brasileira de basquete.
Ele revela ainda que, por algumas vezes, recebeu o convite de tornar-se gestor do Paschoalotto/Bauru, mas não aceitou em consideração a Vitor Jacob, atual titular do posto. “Achei que seria uma falta de ética da minha parte”.
MOTIVAÇÕES
O técnico ainda busca entender os motivos que levaram à sua demissão. Jorge Guerra nega a tentativa de interferências externas a seu trabalho e a existência de desentendimentos internos, afastando também possibilidades envolvendo questões financeiras.
Por forças contratuais, ele continuará recebendo seu salário do Paschoalotto/Bauru. “A gente pediu um jogador a mais para treinar e não tinha orçamento. Agora vão ter que achar para trazer um treinador”.
“NOVO GÁS”
Apesar de reconhecer algumas dificuldades, Guerrinha defende o recente desempenho do time e rebate os argumentos [com base em declaração de Vitor Jacob ao JC] de que a troca de treinador poderia dar um “novo gás” aos jogadores para o Novo Basquete Brasil (NBB) e a Liga das Américas.
“Tomar uma decisão desse porte é falta de planejamento, falta de respeito com quem está trabalhando. Quer mexer com o jogador? Dispense o jogador. Não estou falando em causa própria, mas sempre fiz o máximo. Falar que meu perfil é de trabalhar com jogador mais velho? Eu já trabalhei com jogador bom, ruim, mediano. Como a própria imprensa falou, já tirei leite de pedra”.
DESMONTE?
Guerrinha torce ainda para que sua demissão não represente o início de um processo de desmonte do Pachoalotto/Bauru. “Da mesma forma que torci para não acabar um adversário como Limeira. Entendo que existam algumas situações momentâneas, mas o ideal é que o basquete permaneça sempre forte”, finaliza.
