Recentemente deparamos em nossa sociedade as agressões sofridas pelos agentes de trânsito de Bauru. O que tenho notado, e muitas pessoas também percebem, é o total despreparo desses profissionais em abordarem os motoristas e o nível de tolerância que está sempre na faixa do zero. Vejam uma matéria veiculada no JC em 19/11/2009, quando havia 12 agentes de trânsito (assim definidos), onde expressam claramente sobre o trabalho orientativo dos profissionais. Temos previsto no Código de Trânsito Brasileiro uma definição de uma semana em setembro para fins orientativo aos motoristas. Qual a forma de registro que esses profissionais (guarda ou agente) realizam para demonstrar que ocorreu a orientação aos motoristas.
Apenas um comparativo: em um bloqueio de trânsito, onde policiais militares realizam abordagem, inicialmente já se depara com a educação do policial - bom dia, boa tarde, boa noite, por gentileza, documentos do veículo e CNH do condutor... Já os agentes ou guardas não foram preparados para realizar abordagem, foram instruídos em apenas em efetuar Autos de Infração de Trânsito, pois isso vem a arrecadação, meramente financeira, tipo assim, faça algo errado que você vai pagar por isso ($$$).
Tenho observado que adotam a mesma linha de raciocínio da Polícia Militar (nunca estrar sozinho, no mínimo dois), existem diversos registros fotográficos, onde demonstram os agentes ou guardas apenas ali de corpo e alma (presencial) para observar e anotar a irregularidade através do Auto de Infração de Trânsito. Tenho amigos de cidades vizinhas que comentaram assim: visite Bauru e ganhe uma multa de trânsito. Quanto ao bastão (tonfas) e gás de pimenta, inclusive com curso de defesa pessoal ora reivindicado pelos profissionais, isso tornará mais intolerável do ponto de vista preventivo e seu papel orientativo se tornará mais preparado para um possível combate, gerando lesões às partes.
Uma outra situação não discutida e de difícil solução: verifiquem as quadras das ruas, inicialmente veja as guias rebaixadas de garagens e estacionamentos, depois analisem as faixas amarelas (que inclusive os particulares estão pintando) e as placas de proibido estacionar, a metragem de distância dos 5 metros das esquinas, do que sobrar, demarcação de carga e descarga, uma vaga de idoso e uma outra para o portador de necessidades especiais, e a sobra, se é que assim podemos dizer, utilizado por 75% da população, serão vagas (rotativos de 1 ou 2 horas) ou vagas liberadas. Qual dos nossos representantes na Câmara Municipal se empenhou em discutir e apresentar soluções a essas circunstâncias?