“Para saber se o espaguete está pronto, jogue um fio na parede. Se grudar está al dente” (meu pai) ****
“Deus é bom. Está é mal cercado” (Millôr)
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“O escritor Eça de Queiroz dizia que o brasileiro é o português dilatado pelo calor. Os problemas do Brasil são os mesmos de Portugal – baixo crescimento, endividamento crescente – inchados pelo calor” (João Pereira Coutinho)
“Só não estamos melhor porque estamos pior” (Provérbio português)
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“Pouca saúde e muita saúva, os males do Brasil
são” (Mário de Andrade)
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O sociólogo americano Edwin Sutherland (1883-1950) cunhou a expressão “crime do colarinho branco”, na primeira metade do século 20, quando ainda era escassa a noção de que homens de paletó e gravata podiam cometer crimes. A citação é a seguinte: “Crimes de colarinho branco violam a confiança e, portanto, criam desconfiança, o que diminui a moral social em larga escala. Outros crimes produzem relativamente menos efeitos nas instituições sociais ou nas organizações sociais”.
Nos Estados Unidos as leis anticorrupção preveem a figura do “whistle blower” – o “tocador de apito”. O cidadão trabalha numa empresa que rouba o governo ou os consumidores, denuncia e pode habilitar-se a um prêmio de 10% a 30% do produto do roubo ou da multa aplicada.
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“Seja realista, peça o impossível” – estudantes
franceses em 1968.
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Alguns dizem que “vereador” se referia, na origem, ao responsável por manter limpas as veredas. Outra versão se refere ao escolhido para “ver e andar”, verificando os problemas das antigas vilas portuguesas.
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“O medo é a camisinha da vida. Ele não permite você aproveitar melhor os momentos” (Alejandro Iñarrutu, diretor do filme Birdman, ganhador do Oscar de 2015.
“A coragem é o medo algemado”(Anônimo)
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“A Borboleta Preta”, capítulo 31 de Memórias Póstumas de Braz Cubas. O narrador mata uma borboleta preta com uma toalha, e logo se arrepende e em seguida busca argumentos extravagantes para justificar o seu ato. “Também, porque diabo não era ela azul – E esta reflexão (...) me consolou do malefício, e me reconciliou comigo mesmo”.
“... uni o dedo grande ao polegar, despedi um piparote e o cadáver caiu no jardim. Era tempo; aí vinham já as próvidas formigas”.
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“Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já têm a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam aos mesmos lugares. É o tempo de travessia: e, se não ousamos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos” (Fernando Teixeira de Andrade, professor de Literatura e poeta)
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Neném Prancha:
“Chuta pra cima que enquanto estiver no céu
não é gol”
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“He wishes for the cloth of heaven”. William Butler Yeats, poeta irlandês, Nobel de Literatura em 1923.
“Tivesse eu do céu as bordadas vestes/ Trabalhadas com ouro e prateada luz/ O azul e o escuro e a negra veste/ Da noite e a luz e a meia-luz/ Eu espalharia as vestes sob seus pés / Mas, sendo pobre, tenho só meus sonhos/ Eu espalhei meus sonhos sob teus pés/ Pise com calma, pois pisa em meus sonhos”.
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‘Carpe diem quam minimum crédula postero’ (Horácio). Aproveite o dia de hoje e crê o mínimo no dia seguinte. Faça tudo hoje porque amanhã não haverá mais.
O autor é jornalista e articulista do JC