| João Rosan |
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| Pedro Moraes foi preso durante a ação que terminou com outros cinco detidos e três mortos |
A Polícia Militar confirmou, nesse domingo (18), que um dos homens presos durante ação no Vale do Igapó no último sábado (17) tinha função de liderança em uma facção criminosa que atua nos presídios do Estado. Pedro Luiz da Silva Moraes, 44 anos, era morador da Capital e fazia parte da quadrilha que foi desarticulada no momento em que terminava de planejar a explosão de caixas eletrônicos de um hospital próximo.
“Não dá para dizer que o Pedro era um dos principais ‘cabeças’, porque a facção possui diversas lideranças. Mas ele tinha, sim, influência no grupo”, reitera o comandante do 4º Batalhão da Polícia Militar do Interior (BPM-I), tenente-coronel Flávio Jun Kitazume.
Ainda de acordo com a PM, o crime seria executado entre a noite de sábado e madrugada de domingo. Os explosivos, que não foram encontrados na chácara alugada pelo grupo, possivelmente seriam trazidos por outros membros, não identificados, que teriam abortado o procedimento em razão da troca de tiros que resultou em três criminosos mortos, seis presos e um foragido.
Por este motivo, segundo o tenente-coronel, não está descartada a hipótese de a quadrilha contar com mais de dez integrantes e, inclusive, de parte dos membros também ser vinculada à facção. “A gente sabe que os dois moradores de Bauru que participavam da quadrilha e foram mortos no confronto - o Adriel (Lopes Custódio, 23 anos), que era conhecido como Lágrima, e o Leandro (Mancuso Andrade, 36 anos) – possuíam antecedentes criminais e tinham ligação com a organização criminosa. Mas ainda não sabemos quando e de que maneira se estabeleceu o contato entre eles e os integrantes da Capital”, comenta, acrescentando, ainda, que não ficou esclarecida qual função cada membro desempenharia no plano de explosão dos caixas eletrônicos.
A polícia ainda não tem pistas da identidade e do paradeiro do único integrante que estava na chácara do Vale do Igapó no momento da abordagem policial e conseguiu fugir. Além de Adriel e Leandro, morreu na ação o morador de Paulínia Anderson Conceição de Lira, 32 anos.
Os presos Pedro Luiz da Silva Moraes, 44 anos, Ademir Laurindo de Moraes, 38 anos, Alexandre Monteiro de Lima, 38 anos, Ronaldo Neias Carvalho Filho, 36 anos, Alexandro Santos Souza, 31 anos, e Luiz Felipe Santini, 29 anos, foram encaminhados a unidades prisionais da região. Eles responderão a inquérito por receptação, associação criminosa, porte de arma de fogo de uso restrito e tentativa de homicídio.
A ação
Conforme notificado pelo JC, a PM chegou até a quadrilha por meio de denúncia anônima. A equipe policial formada por cerca de 15 homens foi recebida a tiros ao localizar a chácara alugada pelo bando, na alameda Poriguá, no Vale do Igapó.
Armados, quatro criminosos chegaram a pular o muro, mas a casa já estava cercada e três acabaram alvejados a alguns metros de distância. Alexandro, Ademir e Luiz Felipe estavam dentro do imóvel, não ofereceram resistência e foram presos.
Ronaldo, Pedro e Alexandre, que chegaram em um Cobalt com placas de Paulínia logo após o confronto policial, também se renderam. O helicóptero Águia e cães farejadores tentaram encontrar o integrante da quadrilha que fugiu, mas nenhum suspeito foi localizado.
Arsenal
A quadrilha estava munida de um arsenal de grosso calibre, incluindo dois fuzis, quatro pistolas, um revólver e cerca de 100 munições de diversos calibres, que foram apreendidos. Na chácara, também foram encontrados um colete balístico, mais de R$ 3 mil em dinheiro, três jalecos de enfermagem e um estetoscópio, além de roupas e calçados sociais que, possivelmente, seriam utilizados pelos criminosos como disfarce durante a explosão dos caixas eletrônicos.
Na garagem do imóvel, havia dois veículos roubados: um Vectra de Vitória da Conquista (BA), com placas adulteradas, e um Siena de São Paulo. Outros dois automóveis foram utilizados pelo bando: o Cobalt e um Logan de Bertioga (SP).
