Quando falamos em educação, não podemos jamais deixar de considerar o valor da família na formação da pessoa humana. Quando se diz que a família é a base da sociedade, isto quer dizer que sem família não há sociedade, e sem sociedade não há a dignidade da pessoa humana. Por isso existe a família, para garantir a cada um os direitos básicos, a dignidade, a própria liberdade, os valores necessários para que a pessoa se desenvolva da melhor forma possível, aprimorando seus dons e talentos, principalmente se tais dons e talentos estiverem a favor da vida.
A educação começa na família, com o exemplo dos pais e demais agregados. A pessoa vai assimilando tudo ao seu redor e processando seu aprendizado a partir daquilo que recebe enquanto modos e costumes. Por isso que quando falamos em educação não nos referimos somente à aquisição de informações, mas a modos de pensar e agir, aos procedimentos do dia-a-dia, àquilo que deve influir em nossas decisões pessoais, também nas nossas escolhas, no acerto ou não em atender nossa vocação, ao que a vida nos chama a dar o que temos de melhor. A educação, portanto, é fundamental para que recebamos dos pais e professores, especialmente na primeira infância, as referências básicas que precisamos para que sejamos pessoas capazes de enfrentar os desafios da vida, com solidariedade. E os valores que garantem a dignidade começam a ser vividos na família, e depois nas demais instituições, com a escola, a igreja, o local de trabalho e lazer etc.
Nesse sentido, temos que reforçar todas as iniciativas de promoção da família, tendo em vista tantas situações de fragilidade atualmente existentes, quando muitos jovens não se preparam devidamente para o matrimônio e as exigências da vida familiar. Na cultura do descartável e do prazer, na lógica do hedonismo e do individualismo, muitas vezes os jovens são seduzidos por opções fáceis e não se sentem motivados a estabelecer relações de compromisso, com um projeto de vida duradouro e consistente. E esta falta de motivação e conscientização é que cria tantos problemas, deixando muitos vulneráveis a tantos escapismos. Por isso, temos que apoiar todas as ações individuais, institucionais, de empresas e de governos, para que a família seja sempre defendida e valorizada, para o bem da humanidade.
O autor é doutor em Sociologia e Especialista em Gestão Universitária