Tribuna do Leitor

Guerrinha - Herói esquecido

Por Rafael Santana | Mary Dota
| Tempo de leitura: 2 min

Em meus comentários, quase sempre começo ou coloco alguma frase ou pensamento porque é um modo de levar ao leitor reflexão sobre o assunto, e, neste caso, pode perceber que encaixa perfeitamente: “Rei morto, Rei posto”. Seria tão fácil assim se o nosso personagem em questão não fosse tão importante e diríamos até decisivo para que o grande projeto de baquete em Bauru alcançasse tanto êxito. Muitos bauruenses que prestigiam e torcem pelo Paschoalotto/Bauru podem achar muito normal a saída desse grande atleta, profissional e pessoa da forma que aconteceu, ou seja, inesperadamente, porém, estas mesmas pessoas não sabem que o Guerrinha tem, além dos méritos de revelação de talentos prata da casa, caso Gui, a vinda de grandes jogadores que se tornariam eternos ídolos, caso de Larry Fischer e tantos outros.

     

Foi também quem participou de todo processo de inicialização do projeto, tendo inclusive rodado de pires na mão buscando recursos, sem os quais nada seria possível. É lamentável, pois alcançou limites inimagináveis e é hoje o alavancador de Bauru nas mídias mundias, como já foi um dia o Noroeste nacionalmente, e sai, conduzido que foi, pelas portas do fundo, com um belo e aveludado pé na bunda. Quem achar que não, lembre da frase que ele nos deixou: “Fui punido pelo sucesso do time”. Hoje vejo tristemente numa pesquisa da Globo que 47% são contra 19% acham que foi justo sua saída. Infelizmente e com lágrimas nos olhos é que tenho assistido isso em nossa cidade, assim aconteceu com o Barbosa (nosso maior ídolo de todos os tempos), com o Damião e provavelmente acontecerá também com outros, afinal, esse é o  nosso perfil.

    

Como toda regra tem exceção, vou citar um exemplo: o prof. Duda, da TV Preve, que fala, agradece e dá méritos quase todos os dias ao mestre Samuel Ferro pela viabilização daquela emissora. É simplesmente um ato de gratidão o que é raro em nosso meio. Ao nosso Pachoalotto/Bauru, desejo toda sorte do mundo, mesmo sabendo que não será nada fácil, pois será uma guerra quando tivermos como adversário o guerreiro Guerrinha, ou seja, “Rei morto” nunca, e termino com mais uma frase de efeito: “O dia da vitória é a véspera da ingratidão”. Obrigado, Jornal da Cidade.

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