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Após temporal, moradores ainda sofrem sem energia

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 4 min

Fotos: Quioshi Goto
Na avenida Nossa Senhora de Fátima, uma árvore desabou sobre um carro estacionado
No Parque Santa Cândida, pelo menos cinco residências foram parcialmente destelhadas

Na manhã desta sexta-feira (23), os bairros Vila Seabra e Santa Luzia ainda estavam sem energia elétrica, em função do temporal desta quinta-feira (22), em Bauru.

Autoridades, bombeiros e funcionários da CPFL estão todos mobilizados para fazer o rescaldo dos estragos que afetaram o município.

Em nota, a CPFL Paulista informou que 241 clientes próximos à rua Boa Esperança estão sem o fornecimento de energia elétrica.

A distribuidora reforça que todas as equipes de eletricistas foram mobilizadas desde o início do temporal e permanecem acionadas para solucionar os casos de falta de energia, o mais breve possível. Um fio energizado também arrebentou por conta do vento na alameda Madre Silva. 

Foram registradas ainda várias quedas de árvore, algumas causando interdição da via.  Na quadra 30 da rua Bernardino de Campos, um muro caiu sobre uma casa, ninguém se feriu. 

A Seplan também está no apoio fazendo a recolha dos galhos espalhados por toda a cidade. 

Luiz Pires/Divulgação
Várias árvores caíram também dentro do Zoológico de Bauru 

No Zoológico de Bauru várias árvores também caíram. Desde às 7h os funcionários trabalham para deixar o local pronto para receber os visitantes.

Estragos de ontem

Acompanhada de ventos fortes, a chuva que atingiu Bauru no início da noite dessa quinta-feira (22) provocou estragos em diversos pontos da cidade. Segundo o Corpo de Bombeiros, houve registro de ao menos 40 quedas de árvores e a CPFL Paulista informou que 50 mil imóveis ficaram no escuro. Na manhã desta sexta-feira (23), alguns bairros de Bauru ainda permanecem sem energia. 

Considerando a média do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de três pessoas por domicílio, a quantidade de bauruenses que ficaram no escuro na noite dessa quinta pode chegar a 150 mil. Vale a ressalva de que muitos dos imóveis afetados são comerciais.

A chuva teve início pouco antes das 18h e, por volta das 19h30, havia cessado com volume acumulado de 21,1 milímetros. O vendaval, que atingiu 68 quilômetros por hora, derrubou a estrutura metálica de um festival de gastronomia que começaria nessa quinta no estacionamento de um supermercado na avenida Nuno de Assis.

Um homem foi atingido por uma barra de ferro e ficou levemente ferido. De acordo com os organizadores, o evento será retomado nesta sexta-feira (23), a partir das 12h.

Na quadra 17 da avenida Nossa Senhora de Fátima, na zona sul de Bauru, uma árvore desabou sobre o muro de uma escola e sobre um Corsa que estava estacionado. Apesar do susto, ninguém ficou ferido.

A dona do veículo, a manicure Silvana Aparecida Ventura, 44 anos, trabalhava em um salão em frente à instituição de ensino quando ouviu o estrondo provocado pela queda da árvore. “Imaginei até que fosse um trovão. Quando saí, nem dava para ver meu carro. O teto afundou e o para-brisa quebrou, mas o importante é que ninguém se machucou”, pondera.

Quioshi Goto
Ventania derrubou uma árvore também no cruzamento 

entre as avenidas Aureliano Cardia e Rodrigues Alves

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No Jardim Godoy, uma árvore também caiu sobre um carro e um poste desabou sobre uma árvore, ficando suspenso sobre uma residência na quadra 1 da rua Professora Aracy Santinho Barbieri. Por segurança, os moradores se abrigaram provisoriamente na casa de parentes.

Destelhamento

No Parque Santa Cândida, pelo menos cinco residências localizadas entre as quadras 25 e 26 da avenida das Bandeiras foram parcialmente destelhadas pela força dos ventos. Segundo Antonia Fátima Gasparete, o morador de um dos imóveis é cadeirante e precisou ser resgatado às pressas pelos vizinhos.

“A maioria das casas não tem forro e, se voltar a chover, vai inundar tudo”, afirma ela. A Defesa Civil, contudo, informou que os beirais dos imóveis tiveram telhas arrancadas e que a situação não representava risco aos moradores.

Pontos tradicionais de alagamento foram tomados pela enxurrada, mas a Defesa Civil não registrou ocorrências de carros ilhados ou levados pela força das águas. Em artérias viárias da cidade, como as avenidas Rodrigues Alves e Nações Unidas, semáforos pararam de funcionar e deixaram o trânsito complicado.

ESCURIDÃO

Segundo a CPFL, as quedas de energia foram provocadas pelo vento e descargas atmosféricas, que derrubaram postes, galhos, árvores ou objetos sobre a rede elétrica. A concessionária informou que o trabalho de recuperação do sistema elétrico seguiria com todas as equipes de eletricistas mobilizadas até o completo restabelecimento do serviço.

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