Polícia

Dupla é condenada a 4 anos de prisão


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O Tribunal do Júri de Bauru condenou, anteontem, Jair Balador Júnior, o “Irmão GG” ou “Gaguinho”, e Jonathan Patrick de Aguiar Franco, o “Beiço”, a cumprirem 4 anos e 8 meses de prisão por tentativa de assassinato contra o policial civil Marcos Pelizardo, em 2010. No dia 30 de junho daquele ano, o agente assistia TV na sala de sua casa, no Jardim Redentor, por volta das 21h45 quando o imóvel foi alvejado por quatro disparos de arma de fogo. Por sorte os tiros acertaram uma janela e as paredes e ninguém foi atingido, o policial teve apenas alguns ferimentos provocados por estilhaços. Na época, Balador era acusado de ser a liderança de uma facção criminosa no Redentor e de ter mandado matar o policial por conta de abordagens e investigações policiais envolvendo o bairro.

A sentença foi proferida pelo juiz titular da 1.ª Vara Criminal de Bauru, Bendito Antônio Okuno.

Assim como Balador, que já estava preso e agora terá a pena acrescida pela tentativa de assassinato, Franco também estava preso desde 2010. A condenação considera ainda como qualificadora que o crime ocorreu por motivo torpe.  Cabe recurso.


Mandante
No dia em que a tentativa de homicídio ocorreu, Balador cumpria pena por tráfico e receptação em um presídio de Presidente Venceslau, mas a polícia conseguiu provar que ele seria o mandante do crime.

Balador é citado em gravações de ligações do celular de Mauro Rafael da Silva, que era o garupa da moto conduzida por Franco na noite do crime e foi o autor dos disparos. Silva acabou confessando e sendo condenado no ano passado pelo crime. Na época houve desmembramento do processo criminal.

Na decisão de anteontem, o Júri entendeu que as provas e os testemunhos apresentados contra Balador e Franco foram suficientes para comprovar a participação deles no delito.

Responsável pelo caso na época, o delegado Cledson Nascimento lembra que Balador cumpria pena por receptação, após a Polícia Civil descobrir que ele estava envolvido com uma quadrilha que praticou roubos em condomínios no Jardim Estoril. Na casa dele, além de grande quantidade de drogas, a polícia também encontrou armas e joias roubadas

Franco, por sua vez, foi preso em 2010 depois de ser reconhecido em um roubo ocorrido contra uma clínica veterinária na cidade. Ao ser detido, ele também carregava várias porções de droga. No processo, ele é apontado como o condutor da moto da qual os disparos foram efetuados na casa do policial.

Além da qualificadora por crime ocorrido por motivo torpe, a promotoria também defendia que o delito ocorreu meio de recurso que impossibilitou a defesa da vítima, tese que foi derrubada pela defesa.

Defesa
O advogado de Balador, Olavo Nogueira Ribeiro Júnior, que defendia a tese de negativa de autoria, informou que recorrerá da decisão e refutou a informação de que seu cliente possuía envolvimento com qualquer facção criminosa na época do crime. “Não ficou demonstrado o envolvimento dele com nada. Dentro de um presídio podem haver várias pessoas com um mesmo apelido, de Gaguinho”, afirma o advogado.

A reportagem tentou contato por telefone com o advogado de Franco, Fábio Burian, mas até o fechamento desta edição ele não retornou as ligações.

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