A média de festas na casa do empresário e comunicador Oneir Caçador é de 20 pessoas. Isso somando apenas os familiares, mas sempre há amigos junto. E, para eles, qualquer oportunidade é motivo para juntar a turma em lugares diversos. “Estamos toda semana juntos aqui, em Bauru, em Pouso Alegre de Baixo, Barretos ou Ubatuba”.
E o que celebrar? Segundo Caçador, vale tudo: a família, os aniversários e as conquistas do dia a dia... “A vida! Para minha esposa Conceição, tudo é motivo de festa. Ela vai para o fogão e é muita comida e conversa boa”, enumera.
Anfitrião, Caçador também é o mais velho das festas. Aos 66 anos, ele lamenta a perda dos mais velhos, mas comemora a tradição que ficou com ele e que já é repassada para os filhos e netos.
“Meu pai, Osvaldo Caçador, embora com poucas condições, sempre fez questão de comemorar as datas marcantes com muita gente em casa. Depois eu me casei com a Conceição e juntei-me à família dela, que sempre foi uma família muito festiva e unida. Os avós dela gostavam muito de festa em família. Meu sogro sempre foi um grande incentivador da união familiar. Ele provava a todos que não tinha datas especiais e sim pessoas especiais, e por isso todos deviam se reunir sempre e estar todos em boa união. Meu sogro se chamava Rinaldo Boletti, um menino brincalhão até no dia de sua morte. Morreu jogando truco”, comenta.
Paz
Caçador acredita que as festas de família são capazes de promover a união entre os parentes. E, por sua vez, a união leva ao apoio mútuo e à paz entre os membros, que torcem um pelo outro. “Não existe briga em nossa família. Nunca tivemos uma briga. E devemos isso à união”, finaliza.
‘Na casa da vó’, reuniões são tradicionais
A família da estagiária de pedagogia Jéssica Barbosa tem um grato motivo para se reunir todos os fins de semana: a celebração da vida e da companhia da matriarca de 90 anos, dona Deolinda da Silva Gomes.
O ponto de encontro é sempre o mesmo, a casa de dona Deolinda, na Vila Falcão. “Só não estamos todos juntos quando alguém tem um compromisso inadiável. Celebramos estar com a minha vozinha que tem Alzimer, em seus 90 anos. Então não temos outro motivo senão estarmos juntos com ela”, comenta.
Segundo Jéssica, em média, 15 pessoas se encontram na casa da matriarca para o almoço de domingo. Minha avó sempre gostou de estar cercada pelos filhos, netos, bisnetos, noras... As reuniões de família são essenciais para ela. Ela fica feliz quando estamos juntos e nós esquecemos os problemas”, grifa.
De acordo com Jéssica, todos colaboram e se sentem repletos de amor por estarem vivos e juntos com frequência. “Em um mundo capitalista onde os bons hábitos e a família são cada dia mais esquecidos, reunirmos nos dá ânimo para seguir sem nos preocupar com o consumismo, mas sim com sorrisos e alegria. E isso é o que realmente importa”, acredita.