Ontem, entre 8h e 15h, 837 mulheres passaram pelo ambulatório do Hospital Estadual de Bauru (HEB) para avaliação clínica visando à detecção de alterações nas mamas. Durante o exame, que visa prevenir o câncer de mama, os médicos encaminharam mais de 40 mulheres para avaliação emergencial. Outras 770 conseguiram agendar mamografia.
O número de exames clínicos realizados nesta 6ª edição do Mutirão da Mama quase triplicou em relação ao ano passado, quando 293 mulheres foram atendidas. De acordo com dados da Famesp, que gerencia o HEB, foram disponibilizadas 1 mil vagas para a avaliação.
Do total de 942 mulheres inscritas para o mutirão, 167 não compareceram. Porém, outras 62 foram até o ambulatório sem agendamento prévio e foram atendidas. Ainda segundo a Famesp, cerca de 770 mulheres deverão fazer a mamografia por indicação médica.
O mutirão também havia reservado 30 vagas de mamografia para casos de urgência. Durante o evento, outras dez vagas foram abertas, mas nem todas as mulheres com alterações que necessitam de avaliação mais criteriosa foram atendidas. Estas, de acordo com a Famesp, irão fazer o exame nesta semana.
A confeiteira Marilza Pinheiro da Silva Campos, de 46 anos, sempre fez a mamografia anualmente, mas ficou dois anos sem realizar o exame e decidiu se inscrever pela primeira vez para participar do Mutirão da Mama.
Ela conta que morte recente de uma amiga, aos 42 anos de idade, vítima do câncer de mama, fez com que ela começasse a se preocupar mais com sua saúde. “Fiquei muito chocada de ver o caso dela. A gente fica mais preocupada”, afirma. “Acho que todas as mulheres deveriam fazer até mais cedo do que a idade que eles propõem”.
Na avaliação de Clara Vasconcelos, presidente do grupo Amigas do Peito, o mutirão da mama foi um sucesso. “A gente atingiu os objetivos”, declara. “Há nove dias, a gente não tinha a certeza se o mutirão iria acontecer porque estava faltando médicos”.
Na sexta-feira, 37 profissionais haviam confirmado presença no evento. Ontem, alguns médicos foram até o ambulatório do HEB para ajudarem nas avaliações mesmo sem ter feito a inscrição prévia e o número de profissionais voluntários envolvidos ultrapassou 40. “É uma demanda que o município deveria absorver”, avalia Vanconcelos. “As mulheres têm dificuldades em conseguir o atendimento na unidade de saúde e em conseguir que seja agendada a mamografia. A gente gostaria que não fosse necessário o mutirão”.