Sem dúvida nenhuma, foram 8 anos de muita luta, responsabilidade e principalmente conquistas. Fui testemunha do novo início em 2007 do Bauru Basket, quando Rodrigo Coube, na época presidente, entrou na diretoria da Luso acompanhado do técnico Guerrinha para solicitarem o apoio do clube para o reinício da equipe, utilizando o Ginásio de Esportes “Comendador Martha”, da Luso. Foram quatro anos de cooperação e presenciei no dia a dia as lutas e conquistas da diretoria e comissão técnica do Bauru Basquete.
Naqueles momentos ficou bastante evidente o quanto foi importante o comando do Guerrinha em quase todos os assuntos. Evidentemente ninguém faz nada sozinho, havia vários diretores e colaboradores, que gratuitamente ajudaram e continuam ajudando até hoje, nos mais variados assuntos. Para o bom andamento de qualquer equipe, o técnico deve sempre ser consultado nas possíveis modificações necessárias, principalmente na área técnica e comportamento do futuro contratado ou dispensa daqueles que não mais interessam. Até certo momento da existência da equipe, o técnico Guerrinha concentrava forte influência em vários assuntos, pois geralmente os patrocinadores, até então, pouco interesse tinham em administrar o valor investido naquele patrocínio.
Simplesmente acompanhavam as diretrizes da diretoria e comissão técnica. Com o patrocínio do Grupo Paschoalotto, os diretores desta empresa passaram a administrar pessoalmente, participando ativamente da organização, contratações e melhoramentos em todos os sentidos, inclusive investindo em contratações de valores altíssimos, propiciando à comissão técnica a possibilidade de disputarem de igual para igual em todos os campeonatos que a equipe participou.
Fatalmente as conquistas apareceram, sob comando da comissão técnica liderada pelo Guerrinha, que dentro da quadra mostrou estar à altura dos atletas da seleção brasileira. Mas, como tudo na vida, nada é eterno ou dura muito, é salutar para o bom andamento que as ideias e condutas sejam atualizadas, principalmente no meio empresarial, onde quem investe deve ter o controle das decisões, mesmo que seja um colegiado. Entender os motivos não é importante, o principal é ter a certeza que foi feito o possível, e ter a consciência tranquila do bom trabalho realizado. Os reconhecimentos vieram com as conquistas, e com as derrotas, a certeza de corrigir e seguir em frente, mas sempre dando e extraindo o máximo de cada um dos envolvidos. Ao Guerrinha certamente não faltarão oportunidades e novas motivações nas futuras equipes.