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Acaba a greve dos bancários em Bauru após 21 dias de paralisação

Cinthia Milanez, Tisa Moraes e Marcus Libório
| Tempo de leitura: 2 min

Marcus Libório/via celular
Após greve, filas marcam o primeiro dia de reabertura dos bancos

O Sindicato dos Bancários de Bauru e Região/CSP-Conlutas confirmou o fim da greve da categoria nesta terça-feira (27). A paralisação durou 21 dias no município. Uma equipe de reportagem percorreu as principais agências bancárias do Centro da cidade e elas estavam funcionando normalmente pela manhã. Entretanto, a reabertura dos bancos está sendo marcada por muitas filas na maioria das agências.

A categoria conseguiu aumento salarial de 10% e o mesmo percentual foi aplicado à Participação nos Lucros ou Resultados (PLR).

Reivindicações

Marcus Libório/via celular 
Clientes chegaram cedo para que pudessem ser atendidos nos bancos

Para Maria Bueno, diretora de finanças do Sindicato dos Bancários de Bauru e Região/CSP-Conlutas, a proposta dos banqueiros não oferece aumento real e não contempla outras reivindicações, tais como o fim das metas e as novas contratações. Em Bauru, a greve alcançou adesão de 87,5% das 72 agências já no primeiro dia de paralisação. “Nós queríamos uma perspectiva de ganho acima da inflação”, relembra.

Quanto às reivindicações, a categoria lutava por reajuste de 32,21%, que inclui as perdas salariais referentes aos oito anos do governo FHC, a inflação dos últimos 12 meses e o aumento médio do recebimento dos ativos dos 15 maiores bancos.

Já os sindicatos ligados à Central Única dos Trabalhadores (CUT), que são maioria no País, pediam aumento de 16%.

Os bancários também propunham a Participação nos Lucros ou Resultados (PLR) linear, além do fim das metas, das terceirizações, das demissões imotivadas e da mesa única de negociações.

Defasagem

Em relação aos bancos públicos, Maria defende que existe ainda maior defasagem salarial. Para se ter uma ideia, a categoria pedia reajuste de 94,51%, sendo 62,3% referentes às perdas acumuladas durante os oito anos do governo FHC.

Além disso, conforme o JC já noticiou, o Sindicato dos Bancários de Bauru e Região/CSP-Conlutas, bem como os sindicatos do Rio Grande do Norte e do Maranhão, propunham a volta do gatilho salarial.

Medida pouco conhecida pelos nascidos depois da década de 1990, a iniciativa foi adotada na época do Plano Cruzado e estabelecia o reajuste automático dos salários sempre que a inflação aumentasse 20%.

O gatilho dos bancários só seria aplicado em épocas de alta na inflação e a reposição salarial ocorreria a cada três meses.

 

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