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Vacinação antirrábica é suspensa e está sem data para voltar

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 3 min

Ricardo Ursulino/Divulgação
Vacina evita a raiva, doença infecciosa aguda causada por vírus que acomete mamíferos

Pela segunda vez no ano, a Campanha de Vacinação Antirrábica Animal foi suspensa em Bauru. Inicialmente programada para agosto, a imunização foi adiada, conforme noticiado pelo JC, para novembro, mas, nessa terça-feira (27), a Divisão de Vigilância Ambiental, vinculada ao Departamento de Saúde Coletiva da Secretaria Municipal de Saúde, informou que a campanha não será realizada no mês que vem. O motivo seria, segundo a prefeitura, não haver previsão para recebimento das vacinas, que são importadas e distribuídas pelo Ministério da Saúde.

Por meio de nota, o ministério, contudo, negou qualquer atraso na aquisição ou entrega dos insumos e informou que São Paulo, por não integrar a lista de Estados com risco epidemiológico para raiva, só receberá as doses a partir de novembro. O JC apurou, contudo, que a efetiva entrega ao Instituto Pasteur, órgão vinculado à Secretaria do Estado da Saúde responsável por repassar as vacinas aos municípios, poderá ocorrer somente no início do ano que vem. Nenhuma das instâncias governamentais consultadas soube explicar o motivo da demora.

Em razão do cenário de incertezas, a Divisão de Vigilância Ambiental informou que definição de um novo cronograma para a campanha dependerá das avaliações do Instituto Pasteur, que serão possíveis somente após orientações do Ministério da Saúde. Embora o ministério afirme que não há definição de período específico para que as campanhas anuais de vacinação antirrábica animal ocorram, elas vinham sendo realizadas pelos municípios paulistas, historicamente, entre os meses de julho e setembro.

O objetivo é prevenir a raiva, doença infecciosa aguda causada por um vírus que acomete mamíferos, inclusive o homem, e é transmitida principalmente por meio da mordida de animais infectados. Segundo a bióloga Nathalia Salvadeo Parizoto, chefe da seção de controle de zoonoses da Divisão de Vigilância Ambiental de Bauru, a suspensão da campanha não gera grande risco para a população, uma vez que, no Estado de São Paulo, a raiva está controlada e, no município, em 2015, não houve nenhum registro da doença em humanos, cães, gatos ou mesmo morcegos.

“Além disso, hoje, as pessoas têm mais acesso às clínicas, que podem fazer as atualização da carteira vacinação”, pontua. De acordo com dados do Ministério da Saúde, o Estado de São Paulo não apresenta casos de raiva humana transmitida por cães desde janeiro de 1997.

Meta

Em 2015, a meta era imunizar 34 mil dos 42.420 cães e gatos existentes em Bauru – o equivalente a 80% do total. No ano passado, de acordo com a Divisão de Vigilância Ambiental, foram vacinados 29.594 animais, resultando em uma cobertura de 65% da população de cães e gatos.

Ainda de acordo com o órgão, campanhas de vacinação antirrábica animal não foram realizadas na cidade em 2010 e 2011. Da primeira vez, a imunização foi suspensa devido ao elevado número de reações adversas à vacina utilizada na época.

Em 2011, houve problemas na compra e disponibilização das doses, que começaram a ser importadas e acabaram sendo fornecidas, prioritariamente, a áreas endêmicas, como as de estados do Norte e Nordeste do País.

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