Internacional

Estado Islâmico diz ter sido responsável por queda de avião no Egito; mas Rússia desmente

Estadão Conteúdo
| Tempo de leitura: 2 min

O segmento do Estado Islâmico no Egito afirmou, em perfil no Twitter, ter sido o responsável pela queda do Airbus A321, da companhia aérea russa KogalimAvia (Metrojet) na Península do Sinai, neste sábado (31). As autoridades egípcias e russas investigam no entanto, se o grupo extremista teria capacidade de realizar o ataque, principalmente porque são conhecidos por "exagerar" em suas declarações e desmentiram a afirmação.

O avião transportava 217 passageiros e sete tripulantes de Sharm el-Sheikh, no Egito, para São Petersburgo, na Rússia. Não há sobreviventes. Os destroços foram encontrados na área de Hassana próxima à el-Arish, onde o Egito combate os extremistas islâmicos.

Problemas técnicos também são investigados como a causa do acidente, já que um funcionário do aeroporto havia dito que o piloto chegou a solicitar um pouso de emergência após identificar problemas mecânicos.

O presidente russo Vladimir Putin ordenou que o primeiro-ministro Dmitry Medvedev forme uma comissão para investigar o acidente. O porta-voz do governo egípcio informou que 15 corpos foram retirados dos destroços e enviados para o Cairo. Uma das caixas-pretas já foi localizada.

O avião era um Airbus A321, construído em 1997, e acumulava 56 mil horas de voo, segundo informações da Airbus. A aeronave decolou da cidade de Sharm el-Sheikh às 5h51 da manhã de sábado (horário local) e desapareceu dos radares 23 minutos após a decolagem. 

Lufthansa e Air France-KLM decidem suspender temporariamente voos sobre Sinai

Após a queda de um avião russo na Península do Sinai, no Egito, as companhias aéreas europeias Lufthansa e Air France-KLM decidiram suspender temporariamente voos sobre a região. 

De acordo com uma porta-voz da Lufthansa, a companhia tomou a decisão em uma reunião neste sábado e a medida deve durar até que a causa do incidente seja esclarecida.

"Segurança é nossa maior prioridade", afirmou a representante, que preferiu não se identificar. Por enquanto, a Lufthansa deve usar outras rotas para chegar a destinos na região.

 

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