Fomos surpreendidos com a notícia de que o governo do Estado de São Paulo, através da Secretaria de Educação, lançaria um ambicioso projeto de reorganização das escolas estaduais, tornando algumas escolas em ciclo único e fechando quase 1.000 escolas no Estado de São Paulo. O que causa estranheza e revolta é que simplesmente os burocratas da Secretaria de Educação, trancados em suas salas na capital paulista, elaboram essa tal de “reorganização” sem ao menos consultar os mais interessados (alunos, professores e pais) e simplesmente anunciaram que essa medida entraria em vigor a partir do próximo ano. Claro que a reação da comunidade no Estado de São Paulo foi a pior possível, já aconteceram manifestações em mais de 50 cidades do Estado, varias câmaras de vereadores se manifestaram repudiando tal medida.
Peguemos como exemplo aqui em Agudos, onde a proposta apresentada é fechar a Escola Padre Aquino, única escola estadual da região mais populosa de Agudos, e transferir os cercas de 550 alunos para outra escola que já tem matriculados cerca de 800 alunos e manter os dois ciclos na escola (fundamental II e ensino médio), indo totalmente ao contrário que a Secretaria de Educação prega, que o melhor é manter ciclos únicos. Outra medida seria transformar a Escola Nilza Santarém, no Jardim Europa, em escola de ensino médio e a escola Manoel Gonçalves em ensino fundamental. Os burocratas da Secretaria de Educação não estão levando em conta a distância que os alunos dos bairros terão de percorrer para estudar, a logística que os pais terão que fazer para levar seus filhos em escolas diferentes e distantes e a evasão escolar, principalmente no ensino médio, devido à distância.
E digno de louvor a mobilização dos alunos e professores das escolas Padre Aquino e Manoel Gonçalves, que se reuniram em frente à escola Padre Aquino para protestar contra esta arbitrariedade da Secretaria de Educação e compareceram na Câmara Municipal e lotaram de forma civilizada o plenário do Legislativo e obtiveram o apoio dos vereadores agudenses.
Fica aqui o nosso questionamento aos deputados Pedro Tobias (PSDB) e Celso Nascimento (PSC), que são da nossa região, e até o momento não se manifestaram em relação a essa “desorganização” do governo estadual. Prestem atenção que esses protestos estão ainda no começo e pelo andar da carruagem logo tomarão proporções aos do passe livre de alguns anos atrás e quem for favorável a esse absurdo não será esquecido. Fica aqui uma frase, que não é minha, mais se encaixa perfeitamente neste momento “Quem fecha uma escola, abre um presídio”.