Tribuna do Leitor

Abraham Lincoln

Fabrício Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

Na história norte-americana, temos vários grandes líderes, mas um que me inspira e me espelho como político é o presidente Abraham Lincoln (1809-1865), que nasceu de família humilde, camponês e foi trilhando seu caminho. Aos 7 anos de vida já trabalhava com seus pais e aos 9 anos ficou órfão de sua mãe e seu pai casou-se com Sarah Bush Johnston, que ficou responsável por sua instrução. Teve vários empregos, como lenhador, chefe dos correios e até lutou em batalhas contra tribos indígenas.


Mas foi no ano de 1834 que se elegeu deputado pela assembleia de Illinois, então começou a estudar Direito e formou-se em 1837. Trabalhou defendendo causas de pessoas pobres, dizia que os humildes eram os que realmente precisavam de sua ajuda. Nos anos seguintes foi trilhando sua carreira política e chegou ao congresso por Illinois, nos anos de 1847 e 1849, quando começou sua batalha pela emancipação gradativa de escravos. Desagradou tantos os escravagistas quanto os abolicionistas, uma vez que um não queria a emancipação e o outro a emancipação total. Fez oposição à invasão do México, e após ser ignorado decidiu lutar para que as novas terras anexadas aos EUA fossem livres de escravidão.


Com seu pensamento moderno para época, foi derrotado na disputa do Senado, ficou 5 anos afastado da política, mas continuou com seu discurso abolicionista e, com isso, tornou-se conhecido pelo país. Em 1854, participou da fundação do Partido Republicano, nessa época grandes transformações ocorriam no país, ao norte apoiado pelo Partido Republicano, quando se formava um grande polo industrial com classe operária organizada. Ao sul, o país seguia rural aristocrata e escravagista e usava os escravos para emriquecer.


Em 1858, mais uma derrota no Senado, porém se tornou o principal nome do Partido Republicano e em 1860 disputou e venceu as eleições, se tornando o 16º presidente do país. Ao iniciar seu mandado, em 1861, teve que enfrentar separatistas de 7 estados do Sul formando a União Confederada da América, e em meio a um país sem recursos militares, usou sua brilhante mente para tentar uma conciliação, porém, se manteve firme reafirmando a soberania do país sobre os estados rebeldes, buscando fortalecer seus exércitos. Durante toda a guerra, conseguiu se manter firme, se reelegeu em 1864, e, em meio à guerra, aprovou no Congresso a 13ª emenda à Constituição abolindo os escravos. Com isso desagradou muitas pessoas e, em 14 de abril de 1865, foi atingido covardemente pelas costas com tiro na nuca por John Wilkes Booth.


O que me fascina é saber que em meados do ano 1800 já se debatia, já havia assembleias, congresso e eleições democráticas e hoje no Brasil, em pleno século XXI, não conseguimos aprovar lei que dá aumento real aos aposentados, não conseguimos punir realmente os corruptos, não conseguimos distribuir os impostos arrecadados com os municípios, programas assistenciais que eram para serem eventuais se tornam perpétuos. O Brasil está se acabando, o último que sair apague a luz, por favor!

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