Tribuna do Leitor

Horário de verão economiza R$ 7 bilhões

Edson de Oliveira
| Tempo de leitura: 2 min

Notícia alvissareira se esse dinheiro fosse empregado em moradia, saúde, transporte, boas estradas, segurança e em uma série de outros itens que viessem ao encontro das necessidades do povo.


Acontece que, além de não vir, esse imenso valor não significa absolutamente nada em relação aos roubos perpetrados por nossos desonestos, corruptos, mentirosos, desacreditados políticos (há os que se salvam, obviamente, pois em circunstância nenhuma devemos generalizar), que fazem e desfazem em favor de si próprios roubando à vontade protegidos por leis inócuas, redigidas de maneira a protegê-los.


Melhor seria se punidos fossem exemplarmente aqueles que achacam os cofres públicos, enriquecendo-se à custa de impostos pagos por quem trabalha e vive honestamente e que sofre todo tipo de humilhação e desprezo por parte desses governantes corruptos e mentirosos que se perpetuam no poder.


Nosso país está desacreditado lá fora. A mentira, a desonestidade, a falta de vergonha na cara, a impunidade, a certeza de que nada lhes acontecerá, dão-lhes segurança para agirem vergonhosa e descaradamente. É só negar as evidências e está tudo resolvido.


Quando são presos, são por alguns dias indo logo para prisão domiciliar e outras vergonhas protetivas de bandidos. O certo seria que morressem nas cadeias e que tivessem que devolver os valores roubados; ou que tivessem seus bens confiscados para que os demais se acautelassem.


Não podemos aprovar o comportamento de determinados de nossos mandantes. A roubalheira chegou a um ponto insustentável.


Convictos de que nada lhes acontecerá, pois são acobertados por outros desavergonhados como eles, que praticam os mesmos crimes ou até piores, sentem-se seguros em seus comportamentos não só vergonhosos como e principalmente criminosos.


Por isso, não se iludam com essa economia do horário de verão. Ela, e muito mais do que isso, será fatalmente roubada indo enriquecer as contas bancárias na Suíça de alguns de nossos desavergonhados e cafajestes políticos tão nossos conhecidos.

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