Polícia

Garoto de 13 anos ajuda a perseguir o assaltante

Cinthia Milanez
| Tempo de leitura: 2 min

O que era para ser um Halloween tranquilo para um adolescente de 13 anos se transformou em susto e perseguição. No último sábado, o menino pedia balas para comemorar a data e foi surpreendido por um rapaz de 17 anos, que levou o celular do garoto. Dois dias depois, ele reconheceu o infrator e, junto à vizinha, integrou uma perseguição, que culminou na apreensão do responsável pela ação. 

É o que conta a mãe da vítima, que pediu para não ser identificada por questões de segurança. O roubo ocorreu na região da Vila Seabra, em Bauru, por volta das 21h30 do último sábado, Dia das Bruxas. “O rapaz abordou meu filho e perguntou a hora, mas depois disse: ‘perdeu, playboy’. Não houve agressão, mas ele o ameaçou para levar o celular”, narra. Dois dias depois, a vítima foi a um centro de compras com uma vizinha da família e, na volta, encontrou o infrator.

O menino disse à mulher que ele havia subtraído seu celular e ela decidiu persegui-lo de carro. O adolescente suspeito fugiu a pé até a casa da irmã, na região central. Enquanto a vizinha o perseguia, acionou a Polícia Militar (PM), que encaminhou o infrator até a Central de Polícia Judiciária (CPJ). Lá, o delegado plantonista representou pela internação do adolescente, que teria confessado a ação e dito que praticou mais de 15 roubos para sustentar o vício nas drogas.

Cuidado!

 

Logo que foi assaltado, o garoto de 13 anos agiu conforme as recomendações da polícia, ou seja, não reagiu. É o que observa o comandante do 4.º Batalhão de Polícia Militar do Interior (4.º BPM-I), o tenente-coronel Flávio Jun Kitazume. “A dica é evitar qualquer tipo de risco. Além disso, por mais que a situação seja complicada, a vítima nunca deve reagir”, reitera.

Contudo, Kitazume pontua que perseguir autores de crimes ou atos infracionais, como no caso do adolescente de 17 anos, põe em risco a segurança das vítimas. “O importante é que elas forneçam todas as informações à PM, que tem todo o suporte para identificar e localizar os suspeitos”, finaliza.

 

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