Regional

Cidades da região fazem reúso de materiais para beneficiar a natureza

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

A indústria da reciclagem no Brasil caminha a passos lentos, segundo especialistas. Muitos materiais que ainda vão para os aterros sanitários poderiam ser reciclados, reaproveitados de maneiras diferentes. Gerariam economia para o poder público e livrariam a natureza da poluição. Para dar uma “mãozinha” ao meio ambiente, vários projetos estão sendo desenvolvidos na região com reúso de materiais. O pneu, por exemplo, pode se transformar em um belo vaso de flores ou em balanço, brinquedos para parque infantil etc.

Na cidade de Garça, o Centro de Referência da Assistência Social (Cras) usa os pneus para fazer puffs em projetos desenvolvidos na cidade. Os pneus nas mãos de uma artesã de Arealva viraram uma mesa. Basta colocar a criatividade para funcionar. Em Botucatu, um projeto está usando banners em desuso para confeccionar sacolas de feira.

Os rolinhos vazios de papel higiênico geram uma guirlanda, os caixotes de feira, banquinhos, os restos de tecido se transformam em fuxico que decora molduras de espelho, porta-retratos e é usado como capa de almofada na escola de artesanato Estação Cultura de Jaú. Até restos de madeira são peças de decoração quando usadas junto com lacre de latas de refrigerantes.

No ano passado, segundo a Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos, em todo o País foram coletados e encaminhados para a reciclagem mais de 223 mil toneladas de pneus inservíveis. Este total corresponde a algo próximo de 45 milhões de pneus de carros de passeio, um recorde. A reciclagem de pneus no Brasil começou em 1999.

Para que a natureza festeje, é preciso que exista cidadãos conscientes. O pneu quando reaproveitado também preserva a proliferação do mosquito da dengue. O Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) determina que, a cada quatro pneus fabricados no Brasil, outros cinco sejam reaproveitados.  Os pneus recolhidos também podem ser utilizados na fabricação de concreto, pisos, tapetes para carros e mantas para quadras esportivas.

As garrafas de vidro e os vidros utilizados como embalagem podem ser totalmente reciclados ou reaproveitados. Artesãs de Jaú, Garça e Arealva transformam vidros em peças de decoração. O litro ou garrafa de vinhos ganham novo layout e podem ocupar um lugar em mesa de festas ou em um aparador.

As garrafinhas de leite de coco se juntaram as flores feitas a partir de caixa de ovo e ocupam lugar de destaque no Cras de Garça. Na Escola do Meio Ambiente, em Botucatu, há uma parede feita de garrafas pets. Ela foi confeccionada para alertar a população sobre o consumo excessivo e a importância do reúso do material que polui rios e ambientes.

A decupagem e outras técnicas transformam vidros de palmito e outros em porta-lápis, porta-treco e condimentos. É bom lembrar que na reciclagem com um quilo de vidro se faz outro quilo. A perda é zero e sem poluição para o meio ambiente, de acordo com a  Associação Técnica Brasileira das Indústrias Automáticas de Vidro (Abividro).

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