Por iniciativa do movimento Juntos!, ligado ao PSOL, e com participação de militantes do PSTU e do Comitê de Combate ao Machismo, um grupo de jovens de Bauru pediu o afastamento do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). O ato ocorreu na tarde de ontem, no Calçadão da Batista.
Além do possível envolvimento do parlamentar com esquemas de corrupção, a manifestação refutou o projeto de lei 5.069, de autoria do peemedebista, que pode criminalizar a venda da pílula do dia seguinte e dificultar ainda mais o atendimento médico a mulheres vítimas do crime de estupro.
Para o grupo, a aprovação do texto levará ao crescimento do número de abortos clandestinos e arriscados, culminando na morte de mais mulheres.
“Além das pautas homofóbicas e de defender a redução da maioridade penal, o Cunha agora quer dominar o corpo das mulheres. Viemos para informar as pessoas sobre o que está acontecendo. Muitas mulheres não sabem disso”, diz a estudante Tamires Sardi, 19 anos.
Fran Leme, 21, do Comitê de Combate ao Machismo, explica que o ato também tem o objetivo de discutir a legalização do aborto no Brasil. “O Estado é laico e a mulher é dona de seu corpo. Esse projeto do presidente da Câmara é um retrocesso, que criminaliza a vítima em vez do estupro”.
PPPs
Também no Calçadão da Batista, só que no período da manhã, houve a mobilização de vários grupos de esquerda contra o projeto de lei do prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) que tenta regulamentar no município o programa de Parcerias Público-Privadas (PPP). Participam do ato o Sindicato dos Bancários, o Comitê de Combate do Machismo, o PSTU, a Esquerda Marxista, o PSOL e o Conselho Regional de Serviço Social (Cress).