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300 anos da aparição: imagem peregrina chega na quinta-feira

Cinthia Milanez
| Tempo de leitura: 3 min

Éder Azevedo/Arquivo JC
"A santa é a nossa primeira intercessora junto a Jesus Cristo, é a mãe de Deus", relata padre Marcos
Padre Marcos Pavan, pároco da Catedral

Para celebrar os 300 anos da aparição de Nossa Senhora Aparecida, a réplica oficial da padroeira do Brasil passará pelas 41 paróquias dos 14 municípios que compõem a Diocese de Bauru, a partir dessa quinta-feira (12). A imagem peregrina, que fica no Santuário Nacional de Aparecida, será recebida com carreata e missa na Catedral do Divino Espírito Santo, onde ficará por uma semana antes de “visitar” as demais instituições de Bauru e região.

À frente da Catedral do Divino Espírito Santo há sete anos, o padre Marcos Pavan explica que, nos últimos dois anos, a réplica da imagem da padroeira está peregrinando ao redor do País com o intuito de preparar os fiéis para a comemoração dos 300 anos de sua aparição, que ocorrerá em 2017. Inclusive, no ano retrasado, o Papa Francisco declarou que viria ao Brasil para participar dessa celebração.

O bispo dom Caetano Ferrari irá até a cidade de Aparecida para trazer a imagem a Bauru. Ela será acolhida durante uma missa, na Catedral do Divino Espírito Santo, amanhã, às 19h30. Antes, contudo, haverá carreata para levar a santa até o local. Os carros sairão da paróquia Santa Rita de Cássia, situada na rua Manoel Bento Cruz, 13-34, na região central, às 18h30, rumo à Catedral, que fica na Praça Rui Barbosa, 3-30, também no Centro.

A réplica da imagem de Nossa Senhora Aparecida ficará por aproximadamente uma semana na igreja. “Ela se tornou a padroeira do Brasil. Para receber a réplica da imagem de Nossa Senhora Aparecida durante um momento jubilar, de celebração dos 300 anos, tem de haver oração, uma vez que a santa é a nossa primeira intercessora junto a Jesus Cristo, é a mãe de Deus”, opina o pároco.

A imagem ficará exposto para visitação na Catedral, que funciona de segunda a sábado, das 6h30 às 21h, e aos domingos, durante os horários de missa, às 7h30, 10h e 19h. Em seguida, passará pelas outras paróquias que compõem a Diocese de Bauru. “A imagem passará todo 2016 peregrinando pela região”, reitera o padre. Cada paróquia promoverá recepção e o cronograma estará disponível no www.bispadobauru.org.br dentro de 15 dias.

Aparição

O padre Marcos conta que a imagem apareceu no Rio Paraíba do Sul, na região do Vale do Paraíba. Três homens pescavam por lá e, quando puxaram a rede, veio a imagem, até então, considerada da Imaculada Conceição. Depois, ela se tornou Nossa Senhora Aparecida, porque apareceu na rede dos pescadores. Em sua homenagem, uma capela foi construída. Depois, a Igreja Matriz e, na década de 50, o Santuário Nacional, que abriga, até hoje, a imagem original.

Além disso, a santa já possuía a cor negra quando apareceu. O pároco associa o encontro do objeto a um protesto contra a escravidão. “Embora a escravidão já tivesse sido abolida, o Vale do Paraíba era um dos últimos locais que a mantinha. Negra, a Nossa Senhora apareceu nesse período e chegou a libertar as correntes de um escravo que se aproximou de sua imagem. Eu acredito que ela tenha surgido para dizer um basta à escravidão”.

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