Poucos bauruenses tem conhecimento da história desta cidade chamada sem Limites e que Felicíssimo Antônio Pereira e AntônioTeixeira do Espírito Santo foram os desbravadores dessa região chamada Bauru, posse registrada em Botucatu em 15 de abril de 1856, pelo então Felicíssimo, colocando no rodapé do documento do registro da posse, Bauru e data, então surge pela 1° vez o nome desta cidade. Ssses dados são para nós entendermos que todo grande latifúndio foi um posseiro em potencial no passado.
Inicia-se então a imigração para este lugarejo (chamada Vila Bauru), assim como o retirante mineiro Azarias Leite e sua mulher Vicentina, natural de Lavras, figura de grande importância para história de Bauru, que tinha como atividade a lavoura. Ano 1888, a Vila Bauru passou-se a pertencer à Câmara Municipal de Lençóis, começa então arruamentos determinando o alinhamento das casas e chama-se rua Araújo Leite, onde era um trecho de estrada e que resultou no futuro um polo comercial importante, fato que gerações nascidas nas décadas de 40, 50,60 como eu tenho na memória como a baixada da Araújo Leite foi um polo comercial importante para cidade frequentado por lavradores da região, portanto, gerado pela zona rural. Quem não conheceu o (Posto Sirvino), local gerador de negócios e de grandes armazéns!?
Surge então, em 1893, outra figura chamada dr. Bernardino de Campos que, por conta de uma lei Estadual, emancipa o lugarejo através da escolha de um juiz de paz na pessoa de Araújo Leite, era tudo que o povoado precisava para o seu desenvolvimento.
Portanto, logo em seguida, em 1895, mês de julho, foi feita a 1° eleição para vereador, e tinha tudo para ocorrer uma guerra sangrenta, mas tudo ocorreu na normalidade através de acordo entre os feudais da época e são eleitos os primeiros vereadores, num total de 06, empossados em 7 de janeiro de 1896, quando Bauru passa a ser o centro das decisões politicas da região, aí sim passa a se configurar a denominação de Município de Bauru, sendo reconhecidamente apenas em 1 de Agosto de 1896.
Dr. Ezequiel Ramos jogou seu prestigio político nessa empreitada, onde o telegrama de reconhecimento do Município foi trazido a Bauru pelas mãos do escravo Domiciano. Aparece aí então a figura do escravo, apesar de que na ocasião já havia ocorrido a Abolição, mas era possível a presença do regime da escravatura ainda.
O entendimento desse fato é que a região sempre houve uma presença muito marcante do negro, tanto que a elite política da época projetou de forma estratégia o entroncamento ferroviário se apropriando de uma mão obra afrodescendente de escravo. Transcorrido alguns anos, Bauru passa ser o berço político regional, em seguida, uma notícia, em 1904, iria revolucionar e transformar a região mudando totalmente o destino da cidade através da construção de uma ferrovia chamada Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, onde o início seria na Boca do Sertão hoje chamada Praça Machado de Melo, com destino ao Estado do Mato Grosso. (Essa é uma homenagem aos seus 119 anos)