Tribuna do Leitor

Bolsa Família unificado na gestão Lula

Thyerre B. Vieira - Presidente JPSDB Bauru
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Quando o ex-presidente Lula assumiu a Presidência, em 2003, ele criou o então natimorto programa Fome Zero e o substituiu pela Bolsa Família. No dia 20 de outubro de 2003, Lula baixou uma medida Provisória, que depois foi transformada na lei Nº 10.836, que unificou os planos sociais criados pelo então presidente FHC, que eram conhecidos como Bolsa Escola, Bolsa Renda, Bolsa Alimentação e auxilio gás.


Aqui está um trecho da Medida Provisória, que prova o que digo: (…) programa de que trata o caput tem por finalidade a unificação dos procedimentos de gestão e execução das ações de transferência de renda do Governo Federal, especialmente as do Programa Nacional de Renda Mínima vinculado à Educação – “Bolsa Escola”, instituído pela Lei n.º 10.219, de 11 de abril de 2001, do Programa Nacional de Acesso à Alimentação – PNAA, criado pela Lei n.º 10.689, de 13 de junho de 2003, do Programa Nacional de Renda Mínima vinculado à Saúde – “Bolsa Alimentação”, instituído pela medida provisória n.º 2.206-1, de 6 de setembro de 2001, do Programa Auxílio-Gás,instituído pelo Decreto n.º 4.102, de 24 de janeiro de 2002, e do Cadastramento Único do Governo Federal, instituído pelo Decreto n.º 3.877, de 24 de julho de 2001.


Eram assistidos 5 milhões de família ou mais de 20 milhões de pessoas pelos programas sociais do então presidente da República Fernando Henrique Cardoso e nem por isso foi utilizado na campanha para a Presidência disputada entre Serra e Lula em 2002, pois o PSDB achava imoral utilizar como moeda de campanha um programa social, seria fácil dizer que o Lula queria acabar com os programas sociais.


Hoje se estima 14 milhões de famílias assistidas pela bolsa família, ou 56 milhões de pessoas. Agora, se a economia só cresceu na gestão PT, por que aumentou tanto a quantidade de assistidos pelo programa? Lembre-se, a crítica não se faz aos assistidos, mas à forma com que o governo gasta nosso dinheiro, já que fica claro que muita gente inclusa nessa listagem não deveria estar ali. Enquanto nossa economia só crescia, o programa crescia de forma espantosa, e agora que nossa economia esta recuando 3% ao ano, o programa terá que encolher. Deveria ser o contrário: economia crescendo e menos gente precisando de auxílio para sair da pobreza. Foi desta forma com o seguro desemprego, o desemprego caindo de forma vertiginosa e o seguro desemprego pagando cada vez mais, mas esse já sofreu cortes pela União, já que não foi utilizado como moeda de campanha.

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