| Douglas Reis |
![]() |
| Manifestantes jogaram pneus no buraco que se abriu por conta do vazamento e atearam fogo |
Cansados de conviver com o mau cheiro e transtornos decorrentes de um vazamento de esgoto na quadra 3 da rua Quinze de Novembro, Centro de Bauru, cerca de 15 pessoas protestaram nessa quinta-feira (12) em busca de solução para o problema. “Quase um mês de esgoto correndo a céu aberto e nenhuma providência do poder público”, critica o empresário Luiz Carlos Gabriel, 54 anos. Em uma escola estadual no Beija-Flor, o drama é o mesmo.
Os manifestantes jogaram pneus na lacuna que se abriu no asfalto em razão do vazamento e atearam fogo, interditando a via. Luiz diz que os comerciantes e empresários que atuam ali já teriam solicitado o conserto ao Departamento de Água e Esgoto (DAE) inúmeras vezes, sem sucesso. “Quem sabe assim a gente consegue chamar a atenção”. O apelo funcionou e, na tarde desta quinta, a autarquia enviou uma equipe ao local para fazer o reparo.
No entanto, os 28 dias de vazamento, segundo Luiz, geraram problemas dos mais diversos. “O esgoto voltava no vaso sanitário. Não tinha nem como usar o banheiro” critica, acrescentando que o proprietário de um restaurante próximo calcula que tenha tido prejuízo. “Não tinha condições de comer por causa do mau cheiro”, observa o empresário.
Acidentes
O buraco que se abriu no asfalto em razão do vazamento do esgoto gerou acidentes de trânsito, também aponta Luiz. “A ‘cratera’ é no meio da rua e aqui tem grande fluxo de veículos. Já vimos motociclista cair, motoristas perderem o controle da direção. Um carro chegou a bater em uma caçamba de entulhos quando tentou desviar do buraco”, contou o morador.
Escola
Alunos, professores e funcionários da Escola Estadual João Maringoni, no Beija-Flor, em Bauru, vivem o mesmo drama há mais de uma semana, calcula a agente de organização escolar Ana Maria de Campos.
A poucos metros da instituição de ensino, no cruzamento das ruas Júlio Bitencourt com José Lemes de Almeida, em trecho de terra, o esgoto também corre aberto.
“Parece um rio”, define Ana, e observa que o DAE já teria sido acionado várias vezes. “Só que o problema persiste. Tivemos até que mudar o trajeto dos alunos na entrada e saída da aula, para que eles não passassem próximos ao vazamento. Além do mau cheiro, a saúde de nós todos pode ser afetada”, finaliza.
Outro lado
Em nota, o DAE informou que enviou, nessa quinta (12) à tarde, equipes da Divisão Técnica para executar a desobstrução da rede de esgoto na quadra 3 da rua Quinze de Novembro. A autarquia ressaltou que toda a rede de esgoto desta quadra era de manilha cerâmica e já está bem desgastada em razão ao tempo de uso, o que facilita a obstrução. “Foram substituídos cerca de seis metros de rede por tubos de PVC, que é um material mais resistente”, garantiu.
Em relação ao vazamento próximo à Escola Estadual João Maringoni, no Beija-Flor, o órgão alega que, nesta semana, técnicos do DAE foram até a quadra 7 da rua João Lemos de Almeida para desobstruir um poço de visita do local, “porém, foi constatada a necessidade de abertura da rua para execução dos serviços”, explica.
Os reparos, segundo a autarquia, serão realizados nesta sexta-feira (13).
