Regional

Apreendidos 100 kg de explosivos em Pederneiras

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Polícia Civil/Divulgação
Polícia Civil recolheu 100 quilos de fogos de artifício que eram vendidos sem autorização em loja
Aceituno Jr.
Segundo delegado Richard Serrano, crime pode ser enquadrado 

com base no Estatuto do Desarmamento, que prevê penas pesadas

A Polícia Civil de Pederneiras (26 quilômetros de Bauru) apreendeu nessa quinta-feira (12) à tarde cerca de 100 quilos de fogos de artifício que estavam expostos para venda e guardados no depósito de uma loja de utilidades no Centro da cidade. O material, de acordo com a polícia, possui grande poder explosivo e o estabelecimento não tinha autorização para comercializá-lo.

O delegado responsável pela ocorrência, Richard Serrano, conta que um inquérito policial foi instaurado recentemente para apurar a venda ilegal de fogos de artifício em Pederneiras. Com a autorização da Justiça, policiais civis foram até loja de utilidades localizada na avenida Tiradentes e encontraram grande quantidade de bombas e rojões.

Segundo o delegado, parte do material estava exposta para venda em uma vitrine, dividida de acordo com a capacidade explosiva. No depósito da loja, a polícia também localizou várias caixas com fogos de artifício, armazenadas de forma irregular, sem nenhuma proteção, com acesso a qualquer pessoa, e em meio a outros tipos de produtos.

“Os materiais apreendidos estavam misturados a fardos de papéis higiênicos, caixas de papelão com bucha de espuma, além de outros materiais inflamáveis, tudo em prateleira de madeira”, revela. “No estabelecimento comercial, não foi encontrado nenhuma documentação de origem do material apreendido que estava exposto à venda”.

No total, de acordo com Serrano, foram recolhidos 22.187 unidades de fogos de artifício de potências variadas, desde bombas de pequeno poder explosivo até rojões de diversos tiros. Ele explica que amostras de cada um dos materiais serão submetidas à perícia no Instituto de Criminalística (IC) para constatação da capacidade explosiva.

No momento da apreensão, o proprietário da loja não estava no local. Segundo o delegado, ele já foi identificado e irá responder ao inquérito em liberdade. “Isso é enquadrado como venda de explosivos e, dependendo da quantidade, é crime inafiançável, inclusive pelo Estatuto do Desarmamento”, diz. A pena em caso de condenação, de acordo com ele, varia de 4 a 8 anos de prisão.

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