Política

"Vem pra Rua" faz ato amanhã na Getúlio


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Quioshi Goto
Ferozzy é um dos organizadores do movimento e defende o sistema parlamentarista para o Brasil

O não cumprimento das promessas de campanha e a “incapacidade” de Dilma Rousseff para governar são os principais motivos elencados pelo movimento “Vem Pra Rua” na convocação de novo ato contra a corrupção e a presidente. O protesto ocorre nesse domingo (15) e terá caminhada com concentração às 9h30 na avenida Getúlio Vargas, em frente à Polícia Federal, que seguirá até a Praça Portugal.

Um dos organizadores da manifestação, o cantor e compositor Luiz Fernando Izar, o Ferozzy, clama pela participação de toda a sociedade de Bauru e da região. “No Dia da República [15 de Novembro], vamos transformar o local que reúne as comemorações do futebol no palco do patriotismo e da cidadania”.

Negando a fama de espaço elitista da Getúlio Vargas, ele garante que a avenida é do povo, “dos ricos aos miseráveis” e de todas as religiões. Como já é tradição nesses atos, o pedido é para que todos compareçam trajando as cores da bandeiras nacional. Para justificar o protesto, Ferozzy pontua ainda que o governo pretende acabar com os princípios, a família, a religião e a classe média.

“A filósofa do PT, Marilena Chauí, diz que odeia a classe média, que é o grupo que carrega o fardo do País nas costas. Antes, a classe média conseguia viajar, se divertir. Hoje, mal consegue se alimentar. A classe média está empobrecendo e os pobres, tornando-se miseráveis. Isso porque, em vez de dar emprego, esse governo dá Bolsa Família”, afirma.

O cantor critica o financiamento brasileiro para obras em países da América Latina e garante que o País é governado, de fato, pelo ex-presidente Lula. “Ele só ficou longe na época em que esteve adoentado. Foi quando o Brasil começou a andar”.

Ferozzy celebra a operação Lava Jato, que investiga esquemas de corrupção na Petrobras: “Teve dedo de Deus lá”; e critica a omissão do Congresso Nacional, embora defenda a adoção do sistema parlamentarista, inclusive, com a existência de, no máximo, três partidos políticos.

O organizador reitera o caráter pacífico e apartidário do movimento, mas frisa sua admiração pessoal ao deputados federais Jair Bolsonaro (PP-RJ), Carlos Sampaio (PSDB-SP) e ao senador Ronaldo Caiado (DEM-GO). “Teremos o total respaldo da Polícia Militar”.

ENGAJAMENTO

Este será o quarto ato contra a presidente Dilma Rousseff em Bauru. Os três primeiros atraíram, respectivamente, 12 mil, 7 mil e 4 mil pessoas. O “Vem Pra Rua” participou do último deles, segundo Ferozy.

De fora

Os movimentos Direita Bauru e Juventude Bauruense informam que, diferentemente dos três primeiros atos, não participam da organização do protesto marcado para amanhã. Seus representantes alegam não ter havido reflexão e debate prévios sobre a viabilidade e as pautas da manifestação.

“Muitos testemunharam a ‘rebeldia sem causa’ e a mobilização popular sem foco nas passeatas realizadas no ano de 2013 e tenho certeza de que ninguém deseja que o retorno da população as ruas seja novamente descreditado por falta de coerência nas pautas e reivindicações”, explica o comunicado.

Gabriel Moutinho Machado Loureiro, um dos membros dos movimentos, não participará da passeata porque representará Bauru como delegado no “Encontro Estadual da Juventude”, neste final de semana, em Atibaia.

 

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