| Malavolta Jr. |
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| Mulher com a bandeira do Brasil se dirigindo para o protesto realizado na avenida Getúlio Vargas |
A caminhada realizada nesse domingo (15) de manhã pelo movimento “Vem Pra Rua” não contou com adesão de grande público como nas edições anteriores. A organização do evento, porém, avalia que o objetivo do ato foi cumprido em razão da qualidade do debate dos presentes. Para ela, o caminho contra a corrupção passa pela politização, sobretudo dos mais jovens.
O grupo de cerca de 30 pessoas, vestidas com as cores do Brasil, se reuniu em frente à Delegacia da Polícia Federal e percorreu a avenida Getúlio Vargas a pé, até a Praça Portugal, cobrando a saída da presidente Dilma Rousseff (PT). O ato contrário ao governo petista contou até com gritos de ordem embalados pelo ritmo do rock.
Organizador da manifestação, o cantor e compositor Luiz Fernando Izar, o Ferozzy, ressaltou a importância da mobilização nacional por mudanças. “A passeata, hoje, foi muito boa porque as pessoas que vieram mostraram que Bauru ainda tem raríssimas pessoas politizadas, antenadas com o País, e que querem o bem da nação”, avalia.
“Teve gente de qualidade defendendo a totalidade”. A principal crítica dele é em relação à desonestidade da classe política. “A conscientização, para começar, tem que vir de quem é eleito”, afirma. “Se ela (Dilma) salvou milhões de pessoas como ela fala, por que ela não deu emprego para esses milhões de pessoas ao invés de cestas básicas?”.
Na opinião de Ferozzy, o que falta para a sociedade hoje é civismo, politização e educação, sobretudo entre a juventude. “A universidade, hoje, tem papel preponderante na decisão do jovem politicamente”, declara. O cantor defende que a educação deve começar em casa e propõe que o Ministério da Educação se torne o Ministério da Instrução.
Na esfera municipal, para estimular o exercício político, ele sugere criação de subprefeituras nos bairros, com participação popular em decisões administrativas. Apesar da mobilização por mudanças, Ferozzy garante que não tem pretensão política. “Eu, como artista, tenho papel muito grande e interessante junto aos jovens”, diz. “O jovem de hoje tem que se atinar para as coisas do seu país porque, senão, isso aqui vai virar uma bagunça geral. E nós não queremos entrar num apocalipse”.
Este foi o quarto ato contra a presidente Dilma Rousseff em Bauru. Os três primeiros atraíram, respectivamente, 12 mil, 7 mil e 4 mil pessoas.
