Tribuna do Leitor

20 de novembro: o dia da resistência

Caio Henrique Lima Munhoz
| Tempo de leitura: 2 min

Dia 20 de novembro de 1695, vieram a falecer algumas das figuras mais importantes, e para alguns controversas, da história desse nosso país tropical. Exemplo: Zumbi, do Quilombo dos Palmares, negro, escravo fugitivo, que liderou uma das maiores sociedades de escravos que fugiram das mãos terríveis de seus senhores e se encontravam reunidos no maior quilombo do período colonial. Porém, seria esse dia somente uma homenagem à causa de Zumbi dos Palmares? Não, vai muito mais além, a causa é gigantesca, neste dia serve para ser lembrado que a cultura afrodescendente ainda está viva - a culinária, a religião, a música, cultura negra, que deve ser lembrada como uma das formadoras da unimultiplicidade da mágica e linda cultura brasileira, juntamente, é claro, com as características de toda a cultura indígena e de imigrantes de todos os cantos do mundo.


Porém, o dia também deve ser lembrado de como é toda a inserção errônea dos brasileiros negros na sociedade, é uma data que se emerge para lembrarmos também que, infelizmente, o racismo, o preconceito e a violência ainda acontecem de forma altamente expressiva não só em nosso país, mas praticamente com todos os outros povos, desde atitudes do dia a dia, como a dificuldade de inserção de jovens em faculdades, a dificuldade de se arrumar um emprego, ou até mesmo o receio de outras pessoas a um negro no momento em que o mesmo se dirige a pedir uma informação, até a violência policial que é dirigida de forma absurda à população negra que, em sua maioria, não possui antecedentes criminais, o número altíssimo de brasileiros negros que são assassinados em verdadeiras chacinas Brasil afora.


A data serve pra relembrar de pontos dos dois lados da moeda, tanto positivos quanto negativos, independentemente. O dia deve ser lembrado em homenagem também a todas as minorias que lutam por uma maior igualdade, seja ela étnica ou social, que resistem e lutam por um Brasil cada vez mais tolerante, racional e distante dos malefícios do etnocentrismo que tanto nos assola. Portanto, meus caros, viva a afrodescendência, viva Zumbi! Viva a cultura brasileira! Axé!

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