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| Segundo a Emdurb, o trânsito de Bauru fez 20 vítimas fatais, 11 estavam em motocicletas |
O trânsito de Bauru fez quatro vítimas fatais em acidentes envolvendo motocicletas em apenas cinco dias. Após colisão entre duas motos no último domingo (15), que resultou em três mortes, a cidade registra mais uma ocorrência fatal semelhante.
O avicultor Renato Marcelino Gomes, 34 anos, morreu após bater sua Honda CG 125 Titan na traseira de um caminhão, na noite da última quinta-feira (19). O acidente ocorreu no quilômetro 349 mais 800 metros da rodovia Marechal Rondon (SP-300), na região do trevo do Núcleo Gasparini.
De acordo com estatística da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb), somente neste ano, o trânsito de Bauru fez 20 vítimas fatais e 11 estavam em motocicletas. A morte de Renato, contudo, não entra no levantamento, pois a autarquia não contabiliza acidentes em estradas que cortam a cidade.
Em 2014 inteiro, ainda segundo o órgão municipal, foram 33 mortes no trânsito, sendo 20 delas por acidentes com motos.
Bateu em caminhão
O acidente que vitimou Renato Gomes, morador do Distrito de Tibiriçá, ocorreu por volta das 23h15 e foi testemunhado por Fernando Cesar Nerilo, conhecido da vítima que seguia logo atrás em outra motocicleta, no mesmo trajeto - sentido Tibiriçá-Bauru.
A testemunha contou à polícia que viu quando o colega bateu na traseira de um caminhão de cor branca e foi lançado ao solo. Fernando disse ainda que tentou avisar o caminhoneiro sobre a colisão, mas acredita que o motorista, que seguiu viagem, sequer tenha percebido o impacto.
Socorro
Renato foi socorrido e encaminhado ao Pronto-Socorro Central (PSC) por uma unidade de resgate da concessionária Via Rondon, que administra a rodovia, mas não resistiu aos ferimentos e morreu logo após dar entrada na unidade hospitalar.
O acidente foi registrado como homicídio culposo na direção de veículo automotor e será investigado pela Polícia Civil.
O corpo de Renato foi velado ontem no Velório Municipal de Tibiriçá. O sepultamento ocorreu no Cemitério São Pedro, às 16h. A família da vítima não quis conversar com a reportagem sobre o ocorrido.
Um acidente, três mortes
Conforme o JC divulgou, morreu, na quinta-feira (19), Luciana de Almeida, 29 anos, que estava internada em estado grave no Hospital de Base de Bauru (HBB) desde domingo, quando se envolveu em colisão frontal entre duas motos, no prolongamento da rua Armando Caffeo, saída do bairro Colina Verde para a rodovia Cezário José de Castilho (SP-321), a Bauru-Iacanga.
A estudante de enfermagem, que sofreu traumatismo craniano, estava na garupa da motocicleta conduzida por Matheus de Santana Gomes, 20 anos, com quem ela namorava há cerca de um mês. Ele e o condutor da outra moto, José Adairton Mesquita Martins, 27 anos, morreram no local do acidente, que ocorreu por volta das 23h.
Condutor de motocicleta é maior vítima pelas ruas
Invariavelmente, motociclistas correspondem à maioria dos mortos no trânsito de Bauru. Neste ano, eles já representam 60,6% das vítimas fatais. No ano passado, foram 55%. E, devido à fragilidade inerente ao veículo, estes condutores são, ainda, os que tendem a sofrer as lesões mais graves, já que, em um acidente, toda a energia do impacto é transferida para a vítima.
“Muitos ficam por vários meses internados, com fraturas, impossibilitados de retornar ao trabalho, às vezes, para o resto da vida”, aponta o comandante do Pelotão de Trânsito da PM, o tenente José Sérgio de Souza, destacando que o perfil mais frequente das vítimas é formado por homens entre 18 e 34 anos.
Com o crescimento da frota, que já totaliza 262 mil veículos em Bauru – sendo 54 mil motos e motonetas -, os conflitos, fatais ou não, tendem a se agravar diante da persistência da imprudência. E, por este motivo, o tenente reforça que a única forma de prevenir acidentes é que todos os condutores respeitem as regras do Código de Trânsito Brasileiro e que não saiam às ruas, por exemplo, excedendo os limites de velocidade ou sob influência de álcool. “A atenção precisa ser redobrada nos cruzamentos de vias e corredores utilizados por estes motociclistas. O pedestre também precisa estar atento, porque pode acabar sendo vítima”, pontua.
