| Malavolta Jr. |
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| Vilson: o pedreiro acredita que os números que lhe renderam alguns trocados num bingo de quermesse em 1985 podem torná-lo o novo multimilionário do Brasil |
Acumulado pela nona vez consecutiva, o prêmio da Mega Sena pode pagar, neste sábado (21), cerca de R$ 170 milhões. Trata-se da maior bolada da história, excetuados os sorteios especiais da Virada. As apostas podem ser feitas ainda hoje, mas, nessa sexta-feira (20), as casas lotéricas já estavam cheias, onde cada jogador ou jogadora garante ter a receita da sorte. Há, inclusive, quem recorra aos mesmos números há redondas três décadas, mesmo sem nunca ter acertado nem mesma uma “quadra”.
Enquanto alguns insistem em apostas por conta de superstições ou até de sonhos, a motivação do pedreiro Vilson Francisco de Moraes, 60 anos, é um pouco mais concreta, embora distante e um tanto quanto singela.
“Em 1985, ganhei uma mixaria em um bingo de quermesse. Então, decidi que tinha que apostar sempre nos mesmos. Até hoje, nunca acertei mais do que três dezenas na Mega, mas quem sabe a sorte não estava esperando chegar esse prêmio tão alto?”, cogita, frisando que nunca faz mais do que um jogo: “Se tiver que ser, vai ser”.
No entanto, o pedreiro diz que, mesmo com os planos de “resolver a vida” de toda a família, R$ 170 milhões lhe parecem “dinheiro demais”. “Dá para dividir com mais ganhadores”.
Vilson não consegue sequer definir o que faria assim que a bolada entrasse em sua conta bancária. “A gente que é pobre se acostumou a ter que escolher o que vai dar e o que não vai dar para fazer porque a grana é curta e não dá conta de tudo. Nunca parei para pensar na situação contrária”, brinca.
FÓRMULAS MÚLTIPLAS
Uma volta rápida pelas lotéricas do Centro de Bauru e constata-se: são muitas as fórmulas em busca do acerto das seis dezenas milionárias.
O almoxarife Diego Rodrigues de Souza, 25 anos, também aposta – quase – sempre nos mesmos números, escolhidos com base nos dias, meses e anos marcantes de sua vida. Seus objetivos caso acerte da Mega? Casar e comprar uma moto.
Já Sebastiana Antônia de Souza, 41, que perdeu recentemente o emprego de camareira, quer, depois de ajudar os filhos, a oportunidade de ter uma vida sossegada, de preferência em um sítio, criando galinhas [ela não quer ter trabalho com gado] e mantendo intenso contato com a natureza. Seus números foram escolhidos pela intuição.
BOLÃO
Critério parecido foi adotado pelo educador físico e fisioterapeuta Edvaldo Santos da Silva, de 53 anos, que fez quatro apostas na Mega. Mas ele bota fé mesmo no bolão do qual participaram 50 colegas do setor da empresa em que trabalha.
“Mesmo dividindo com tanta gente, vai dar muito dinheiro. O problema é que, se a gente ganhar, o setor para no dia seguinte”, brinca.
ESTREANTE
O prêmio de R$ 170 milhões atraiu até quem não tem o hábito de jogar na loteria. Júlio Ferreira de Souza, 28 anos, e Luana dos Santos Henrique, 18, nunca haviam apostado, mas foram juntos até a lotérica ontem e ainda levaram o pequeno Brayan de Souza, 1 anos, como “amuleto da sorte”. “Quem sabe o nosso filho não ajuda? É a chance da nossa casa própria”, espera a dona de casa.
Quem pretende levar os R$ 170 milhões neste sábado pode fazer as apostas até as 19h em qualquer lotérica do País. A aposta mínima, de 6 números, custa R$ 3,50. Quanto mais números marcar, maior o preço da aposta e maiores as chances de faturar a bolada.
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