O músico Bruno Cauã Ramos, 27 anos, que foi à Justiça para conseguir cápsulas de fosfoetanolamina sintética, conhecidas como “pílulas do câncer”, morreu nessa sexta-feira (20), em Botucatu (100 quilômetros de Bauru), sem ter conseguido usar a substância.
A liminar dada pela Justiça para o fornecimento das cápsulas estava entre as que foram anuladas pela decisão do Órgão Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), no último dia 11, determinando à Universidade de São Paulo (USP) a suspensão do fornecimento do composto. De acordo com o TJ-SP, a substância não foi testada em seres humanos e, portanto, pode acarretar graves consequências aos pacientes.
A mãe de Bruno, Ana Rosa Natale, de 54 anos, chegou a fazer greve de fome em outubro, na frente do Instituto de Química da USP em São Carlos, na tentativa de receber as cápsulas para o filho.