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ONG transforma apostila em "presente" 

Marcus Liborio
| Tempo de leitura: 2 min

Há seis anos, 120 funcionários do Poder Judiciário de Bauru estão mobilizados em um trabalho voluntário para ajudar crianças carentes a ter um futuro mais próspero. Eles contribuem com a  ONG Sementes do Bem, que promove atividades educacionais e esportivas para 50 moradores de 8 a 14 anos do bairro Nova Esperança.  

Dos beneficiários, 12 frequentam escolas particulares graças a bolsas que são custeadas pela própria entidade. No ano que vem, mais duas crianças serão inseridas em colégios privados da cidade, mas os custos com as apostilas têm sido um desafio para os voluntários. Serão necessários R$ 25 mil para garantir o material escolar durante o período letivo de 2016.

“O material didático é caríssimo. Cada criança custa mais de R$ 1.700,00 ao ano. Nós temos a bolsa, mas não sabemos se vamos conseguir as apostilas”, lamenta o escrevente Benedito José Falcão, que ao lado da esposa, a oficial de justiça Luciana Dias Duarte Falcão, busca apoio da comunidade.  

Para tanto, a ONG criou uma “vaquinha”, que pode ser acessada virtualmente (www.vakinha.com.br/vaquinha/sementes-do-bem-o-melhor-presente-e-garantir-o-futuro). A página também mostra um vídeo das crianças. “O nível de escolaridade no Brasil está acima de 60 na classificação geral, que inclui países do mundo todo. Como falar em democracia quando as pessoas não têm as mesmas oportunidades?”, questiona Benedito.

“A forma que a gente encontrou para dar um basta nisso foi ajudar as crianças de baixa renda a ter uma oportunidade real de educação”, frisa.

Universidade
No quesito educação, parte dos assistidos pela organização recebe bolsa para estudar em escolas particulares. O objetivo da ONG é prestar suporte aos alunos até concluírem a universidade. “A gente dá liberdade para eles escolherem a profissão que querem seguir, mas damos orientação e buscamos informação para auxiliá-los no que for preciso”, frisa Luciana.

O casal explica que existe um critério para conceder a bolsa, que varia desde o interesse da família no futuro escolar do filho até o entusiasmo e dedicação do próprio beneficiário. A cobrança a quem já estuda em um colégio privado, contudo, é constante. “Avaliamos o bom empenho de cada um deles, aplicando provas como se fosse um vestibular”, conta Luciana.


Formas de ajudar

Qualquer um pode se tornar um investidor social e contribuir com a causa. Doações em dinheiro podem ser feitas em nome da Associação Cristã de Apoio ao Trabalho e Educação (Acate) na agência 5990-0 do Banco do Brasil, conta corrente 1943-7.

A ONG é sediada na quadra 3 da rua Sargento José Mendes Leal, no Núcleo Nova Esperança. Mais informações com a presidente da entidade Luciana Duarte pelo telefone (14)  9 9716-6497 ou com o escrevente Benedito Falcão através do número (14) 9 9716-1254.

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