| Douglas Reis |
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| Em reunião nessa terça-feira (24), a Comissão de Fiscalização e Controle decidiu aceitar denúncias em sigilo |
Três empresários serão ouvidos nessa quinta-feira (26) pela Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara Municipal para relatar supostas cobranças de propina de agentes públicos da Prefeitura de Bauru em troca da concessão de áreas públicas municipais, em distritos industriais da cidade. Todos procuraram o Poder Legislativo espontaneamente, após o depoimento de Norberto Pagoto, prestado no dia 13 de novembro, quando o dono de uma oficina mecânica atribui a um funcionário da Secretaria do Desenvolvimento Econômico o pedido de “contribuição” no valor de R$ 10 mil.
Presidente da comissão, Roque Ferreira (PSOL) diz que os empresários prestarão esclarecimentos reservadamente pelos vereadores, condição imposta para que colaborassem com a investigação parlamentar e aceita pelo grupo, em reunião realizada nessa terça-feira (24), já que todos estão se apresentando como voluntários. O teor dos depoimentos, no entanto, deve vir a público.
Inicialmente, esses empresários haviam procurado Moisés Rossi (PPS), que frisa, no entanto, que nenhum dos três esteve com Pagoto no dia em que o empresário teria sido alvo da cobrança de R$ 10 mil. À Câmara, Norberto relatou que outros dois interessados em concessões de áreas públicas estavam na sala e no momento do pedido de propina.
DOCUMENTOS
A Comissão de Fiscalização também solicitou novas informações ao governo para avançar nas investigações. Os vereadores requereram, por exemplo, a relação de todos os servidores da Secretaria de Desenvolvimento Econômico que prestavam expediente no período em que Norberto Pagoto esteve no Palácio das Cerejeiras, no dia 5 de maio deste ano.
SEM RELAÇÃO
Os possíveis novos denunciantes não têm relação com o primeiro empresário
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O pedido é importante porque o empresário alegou não saber o nome do funcionário que teria lhe cobrado a propina e sugerido a adulteração de dados sobre sua oficina mecânica. Aos parlamentares, Pagoto afirmou, no entanto, que, enquanto discutia com o agente público, o secretário Renato Purini chegou a entrar na sala em que estavam. Embora tenha garantido que o titular da pasta não tenha pedido dinheiro, não se lembrou se ele chegou a presenciar algum diálogo que referisse à “contribuição”.
A Corregedoria da Prefeitura de Bauru também apura o caso. Purini, por sua vez, garante desconhecer o caso.
Pagoto foi levado à Câmara Municipal pelo vereador Carlinhos do PS (PP), gravado pelo ativista Pedro Valentim tecendo comentários sobre suposto esquema de corrupção no Desenvolvimento Econômico.
Secretário e empresa também são chamados
Ainda nessa terça (24), a Comissão de Fiscalização deu início aos trabalhos de apuração do outro caso envolvendo supostas negociações de propina em troca de concessões de áreas. O procedimento será relatado por Markinho da Diversidade (PMDB).
A notícia de Pedro Valentim acerca da existência de uma fita de vídeo que revelaria o esquema deu origem às investigações, que também correm no Ministério Público e na Polícia Civil. No entanto, o ativista admitiu, posteriormente, não possuir o material.
Ele produziu, então, gravações com um assessor parlamentar e com a vice-prefeita Estela Almagro (PT), que tecem comentários sobre o assunto. Para tentar nortear o caso, os vereadores convidaram para depor, na próxima terça-feira, representantes da Aoki, concessionária da Mercedes-Benz em Bauru, que ainda não se manifestou sobre o caso. Os parlamentares convocaram também o secretário de Administrações Regionais, Levi Momesso.
