| Rui Zilnet/Reprodução |
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| Waldir 59 e músico bauruense Gilson Dias no Rio de Janeiro |
Reconhecido compositor da Portela, Waldir de Souza, mais conhecido como Waldir 59, morreu aos 88 anos. O sambista fazia parte da tradicional escola carioca desde os anos 1940 e era um dos mais fundamentais representantes da Velha Guarda da agremiação.
Foi autor de vários sambas-enredo, alguns em parceria com outras lendas do samba, como Candeia -juntos, os dois fizeram “Festas juninas em fevereiro” (1955) e “Legados de Dom João VI” (1957). Nos anos 1950, Waldir ganhou cinco concursos de samba na Portela.
Além de compositor, foi diretor de harmonia da agremiação por várias décadas. O número 59 virou seu apelido justamente por causa do endereço de uma antiga casa.
O sambista morreu na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Engenho de Dentro, no Rio. Segundo nota divulgada pela Secretaria Municipal de Saúde, ele tinha histórico de doença pulmonar crônica.
Waldir havia sido levado ao hospital no domingo (22) e na terça (24) com queixa de tosse seca e mal estar. Nas duas ocasiões, foi medicado e liberado. De volta à unidade na quarta-feira (25) com piora do quadro, não resistiu.
Bauruense
Em seu Facebook, o músico bauruense Gilson Dias, que se divide entre a cidade e o Rio de Janeiro, onde faria apresentação nessa quinta-feira (26), em Copacabana, escreveu: “O samba perde um grande mestre. Tive momentos preciosos ao seu lado nos palcos, na quadra da Portela e em sua casa”.
