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Arquivo morto vira "dinheiro vivo"

Cinthia Milanez
| Tempo de leitura: 3 min

Erich Leonardo Strutzel/Correios
Desde o último dia 16, os cooperados trabalham na separação e destinação do material

O arquivo morto dos Correios trouxe a esperança de um Natal melhor para 26 trabalhadores da Cooperativa Ecologicamente Correta de Materiais Recicláveis (Coopeco), em Bauru. Desde o último dia 16, os cooperados trabalham na separação e destinação de cerca de 50 toneladas de diversos tipos de papéis, fato que resultará em uma arrecadação de até R$ 12 mil e garantirá o 13.º salário dos trabalhadores.

É o que informa a administradora da Coopeco, Gisele Moretti. Segundo ela, desde 2014, a  entidade firmou uma parceria junto aos Correios, que doaram aproximadamente 30 toneladas de papéis que se acumularam no decorrer de um ano inteiro. “Nós temos todas as documentações exigidas e todo o processo, desde a separação até a trituração, é acompanhado por funcionários dos Correios”, explica.

Gisele acrescenta que dez cooperados trabalham na separação de papelão, papel branco, papel gráfico e plástico e a expectativa é de que o serviço seja finalizado na próxima sexta-feira. Os outros trabalhadores estão na Coopeco dando continuidade ao restante da demanda. Em relação ao destino do arquivo morto dos Correios, Gisele conta que a cooperativa encaminhará os materiais já separados a um comprador, que fará a trituração dos itens.

Em nota, os Correios explicam que o descarte em curso neste ano de 2015 abrange apenas alguns documentos pertencentes ao Arquivo Geral da Diretoria Regional São Paulo Interior, sediada em Bauru, documentos estes dos anos de 2006 e 2007, devidamente aprovados pelos órgãos competentes e liberados para eliminação pela Administração Central dos Correios.  

Para os Correios, a doação é uma das opções da operação de eliminação. “Almejando atender à responsabilidade sócio ambiental da empresa, a Diretoria Regional São Paulo Interior dos Correios optou pela doação à Coopeco, cooperativa devidamente cadastrada junto aos Correios. Essa doação representa, segundo a própria cooperativa, 50% do 13.º salário dos cooperados”.

“Com essa iniciativa, os Correios reforçam seu compromisso com a sociedade e com o meio ambiente, colaborando de forma concreta com as famílias dos cooperados”, complementam, ainda em nota, os Correios.

E as cartinhas?

Não apenas os adultos que trabalham na Coopeco serão beneficiados por uma ação dos Correios neste fim de ano. Conforme o JC noticiou, o órgão deu início à campanha Papai Noel dos Correios no último dia 12. O objetivo é estimular a escrita e atender aos pedidos das crianças em situação de vulnerabilidade social. A adoção de cartas da campanha é feita da mesma maneira em todo o País: os textos enviados pelas crianças são lidos e selecionados.

Em seguida, são disponibilizados para a adoção em determinadas agências da empresa e, no caso de Bauru, a retirada das cartinhas e a entrega dos presentes deverão ser feitas junto à sede da Diretoria Regional dos Correios São Paulo Interior, sediada na praça Dom Pedro II, 4-55, na região central da cidade. As cartas serão recebidas por qualquer agência e, até mesmo, pelos carteiros nas ruas até o dia 4 de dezembro.

Já a adoção dos textos e a consequente entrega dos presentes aos pequenos, segundo a coordenadora do projeto na região de Bauru, Josiane Targa, serão feitas até o dia 12 de dezembro. Serão aceitas cartas de crianças de até 10 anos ou que estejam cursando o 5.º ano do ensino fundamental, mas, para as pessoas com deficiência intelectual, não há limite de idade.

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