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| Performance de Marcos Abranches, bailarino com paralisia cerebral |
Cada pessoa percebe a arte de forma diferente. Mas como fica quem não pode ver, ouvir ou se locomover para qualquer espaço?
Com a intenção de democratizar o acesso às variações artísticas, apresentar a produção cultural de portadores de deficiência e integrar o público, acontece de 1 a 6 de dezembro a 6ª Virada Inclusiva de Bauru.
A programação inclui o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, comemorado em 3 de dezembro.
“É importante refletir sobre uma sociedade mais inclusiva e promover atividades culturais que pessoas com e sem deficiência powdem ver juntas”, diz Susana Nogueira Libório Godoy, diretora da divisão de ação cultural da Secretaria Municipal de Cultura, responsável pelo evento.
Príncipe e guerreiro
O espetáculo “O Pequeno Príncipe”, que abre a Virada Inclusiva em Bauru, revela por traz da história de Antoine Saint Exupéry a trajetória de superação do protagonista da peça, Leonardo Shirazawa, de 9 anos, desde os 2 atendido pela Sorri Bauru.
Acometido por paralisia cerebral ao nascer com 27 semanas de gestação e pesando apenas 670 gramas, ficou 78 dias internado, um mês, somente na UTI.
Na entidade, deu início a tratamentos que incluem fisioterapia, terapia ocupacional, psicologia, equoterapia e natação adaptada, entre outros. Matriculado também na escola regular, o menino superou o prognóstico médico para seu tipo de deficiência e caminha com a ajuda de muletas. Claudia Bentim, diretora de Reabilitação da Sorri Bauru, conta que ele emocionou a todos quando se viu no espelho pela primeira vez caracterizado de Pequeno Príncipe e disse: “é esta pessoa que quero ser!”.
“Com sua animação e dedicação a tudo que faz, Léo ainda não tem noção de que é muito mais do que o personagem. Sempre tão comunicativo e espontâneo, vem desenvolvendo outros talentos, como cantar, interpretar, dançar e tocar teclado”, destaca.
Foram 7 meses de preparação para a peça, que envolve mais de 35 usuários da Sorri, portadores de diversas necessidades especiais, junto da equipe sociocultural da instituição. A obra foi adaptada pela orientadora de artes cênicas da entidade, Cárita Betete, e a trilha sonora possui quatro composições de autoria do orientador musical, Emílio Cassiano dos Santos.
“Todo cenário e figurino são sustentáveis, confeccionados por profissionais e usuários de costura e artesanato, contando ainda com a ajuda de mais de 30 pessoas, entre pais voluntários e ex-usuários”.
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