Um novo caso de Leishmaniose Visceral Americana (LVA) foi confirmado nesta terça-feira (1), em Bauru.
O portador é um homem de 38 anos, morador do Jardim Solange. Os sintomas tiveram início no dia 10 de setembro e ele foi tratado no Hospital Estadual de Bauru.
Ao todo, a cidade confirmou 10 casos de LVA, sem óbitos, em 2015.
A transmissão da doença
Em humanos, a transmissão ocorre após a picada do mosquito palha que esteja infectado pelo protozoário flebotomíneo, depois de ter picado um animal infectado, que na área urbana podem ser cães e gatos.
Os sintomas da LVA em humanos são: febre, emagrecimento, fraqueza, anemia e aumento de baço, dentre outras manifestações.
O diagnóstico e tratamento estão disponíveis na rede de serviços do Sistema Único de Saúde (SUS).
A doença em animais
A leishmaniose visceral canina é uma doença .grave para os animais. O cão é considerado um importante reservatório do parasita. A doença não é transmitida através da lambidas, mordidas e afagos. O contágio ocorre somente por meio da picada da fêmea do flebotomíneo Lutzomyia longipalpis infectada.
O cão infectado pelo parasita pode adoecer logo ou demorar meses para apresentar sintomas. Eles são fonte de infecção para o inseto transmissor.
A população deve colaborar com a manutenção dos quintais e terrenos baldios, escoamento da água parada, eliminação do lixo orgânico de forma adequada, limpeza dos abrigos de animais domésticos, higienização periódica dos animais e outros.
Os animais infectados apresentam os seguintes sintomas:
Apatia (desânimo, fraqueza e sonolência), perda de apetite emagrecimento, feridas na pele, principalmente no focinho, orelhas, articulações e cauda (que demoram a cicatrizar), descamação da pele, crescimento anormal das unhas e perda de pelos. Em fase avançada da doença, os animais apresentam aumento abdominal (“barriga inchada” por causa do aumento do fígado e do baço), problemas oculares (olho vermelho, secreção ocular, diarreia, vômito e sangramento intestinal).