Representantes do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos e Serviços de Saúde de Bauru (Seessb) e da Fundação para o Desenvolvimento Médico e Hospitalar (Famesp) saíram da mesa-redonda realizada ontem na gerência regional do Ministério do Trabalho sem conseguir, mais uma vez, firmar o acordo coletivo da categoria. Por este motivo, uma nova reunião foi marcada para o próximo dia 9, na sede da fundação, em Botucatu.
Como as negociações ainda estão em andamento e a Famesp mostrou disposição para continuar dialogando, o Seessb informou que irá aguardar o novo encontro e, caso as negociações seguirem infrutíferas, poderá ingressar com ação de dissídio coletivo ou mesmo consultar os trabalhadores para uma possível decretação de estado de greve.
Assinada sem consulta aos funcionários, a convenção coletiva de trabalho firmada entre o Seessb e o Sindicato das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos do Estado de São Paulo (Sindhosfil), entidade a qual a Famesp é filiada, garantiria reajuste salarial de 8,42% aos servidores, mas com perda de benefícios, como a retirada do vale-transporte intermunicipal e redução do valor do adicional noturno e de folgas noturnas (de três para duas no mês). Diante do descontentamento da categoria, o Seessb recuou e afirmou que não assinaria a homologação do documento, trâmite necessário para que ele tenha validade.
Gestora de quatro hospitais da cidade e do Ambulatório Médico de Especialidades (AME), a Famesp informou, por meio de nota, que vem adotando medidas de otimização de recursos financeiros e criando estratégias para driblar o atual cenário de crise sem causar prejuízos à assistência de saúde e aos trabalhadores. Diretor-presidente da fundação, Antonio Rugolo Júnior destaca, contudo, esperar que as “negociações considerem a atual conjuntura econômica”.